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Marumbi lidera criação de empregos no Vale do Ivaí no primeiro semestre

Renan Vallim

| Edição de 10 de agosto de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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As cidades pequenas estão se destacando na criação de empregos no Paraná. Um levantamento do Observatório do Trabalho mostra que, das dez cidades que mais geraram vagas nos primeiros seis meses de 2016 no Paraná, nove tem menos de 65 mil habitantes. Na região o fenômeno também vem sendo observado. Com pouco mais de 4,7 mil habitantes, Marumbi, foi o município que mais criou vagas de emprego no primeiro semestre de 2016.

Imagem ilustrativa da imagem Marumbi lidera criação de empregos  no Vale do Ivaí no primeiro semestre

Foram 156 novas vagas de janeiro a junho deste ano, colocando o município à frente de Jandaia do Sul (95 novas vagas), Faxinal (77) e Arapongas (48). Duas áreas econômicas se destacam na geração de empregos: o tradicional agronegócio e o crescente setor de confecções.

Em Marumbi, operador de máquinas de beneficiamento agrícola é o cargo com melhor saldo de empregos, seguido por de costureiro e trabalhador agropecuário em geral. Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

“Esse resultado é de suma importância, principalmente porque somos um município pequeno. Podemos dizer que a cidade está apresentando índices que vão na contramão da situação econômica do país. Enquanto a crise corta empregos na maioria das cidades do Brasil, estamos criando vagas”, destaca o prefeito de Marumbi, Marlon Pini (PSDB).

Pini destaca ainda o esforço dos empresários que investem na cidade. “O Poder Público tem dado todo o incentivo possível para esses empresários, já que o investimento deles gera emprego e impacta em outros setores. Esses trabalhadores recebem seus salários e gastam o dinheiro na cidade, fortalecendo o comércio, os serviços e fazendo a economia girar”, diz o prefeito.

Há um mês trabalhando em uma fábrica de confecções instalada na cidade há três anos, Adriane Estrada é uma das pessoas que se beneficiaram desse crescimento no setor. “Estava há quatro meses sem trabalho e agora, já estou há um mês na fábrica. Estou adorando e espero continuar aqui por bastante tempo”, destaca.

PARANÁ

A cidade de Capanema, no Sudoeste, foi a campeã de geração de empregos no primeiro semestre no Paraná, com um saldo positivo de 2.519 vagas e 18,5 mil habitantes. Depois de Capanema, o município de Medianeira foi o segundo com maior saldo de 596 vagas, seguido por Toledo (495), Florestópolis, com (467), Marialva (456), Santo Inácio (319), Bocaiúva do Sul ( 308), Cambará (306), Santa Helena ( 273) e Jaguapitã (272).

Cidades pequenas sofrem menos efeitos da crise

“O interior vem se saindo melhor na crise e chama a atenção o fato de que são os municípios de menor porte que estão se destacando”, analisa Suelen Glinski Rodrigues dos Santos, economista do Observatório do Trabalho. O desempenho dos pequenos municípios contrasta com das cidades maiores, que vêm sendo mais afetadas pela crise econômica, principalmente por conta da retração das vendas da indústria.

Boa parte do desempenho do Interior vem da agropecuária e do setor de serviços. No acumulado do ano, foram 1.471 vagas geradas pelo setor agropecuário em todo Paraná, atrás apenas do setor de serviços, com 1.831 empregos, de acordo com o Caged.

“O Paraná demorou um pouco mais para começar a sentir os efeitos da crise e tende a sair mais rápido dela porque alguns setores, como a agropecuária e serviços, principalmente, ainda apresentam saldos positivos. Quando os demais setores reagirem, o Estado rapidamente apresentará saldos gerais melhores”, diz Suelen.

Cidades pequenas sofrem menos efeitos da crise
“O interior vem se saindo melhor na crise e chama a atenção o fato de que são os municípios de menor porte que estão se destacando”, analisa Suelen Glinski Rodrigues dos Santos, economista do Observatório do Trabalho. O desempenho dos pequenos municípios contrasta com das cidades maiores, que vêm sendo mais afetadas pela crise econômica, principalmente por conta da retração das vendas da indústria.


Boa parte do desempenho do Interior vem da agropecuária e do setor de serviços. No acumulado do ano, foram 1.471 vagas geradas pelo setor agropecuário em todo Paraná, atrás apenas do setor de serviços, com 1.831 empregos, de acordo com o Caged.


“O Paraná demorou um pouco mais para começar a sentir os efeitos da crise e tende a sair mais rápido dela porque alguns setores, como a agropecuária e serviços, principalmente, ainda apresentam saldos positivos. Quando os demais setores reagirem, o Estado rapidamente apresentará saldos gerais melhores”, diz Suelen.