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Menino passa 3 dias em telhado após brigar com a mãe

DA REDAÇÃO

| Edição de 25 de agosto de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Um garoto de 12 anos passou três dias em cima do telhado de uma casa, após brigar com a mãe, em Arapongas. A costureira Priscila de Oliveira Carvalho, de 35 anos, achou que o filho Andrei Rian Carvalho da Silva tinha fugido e estava perdido pela cidade. O Conselho Tutelar chegou a ser acionado para auxiliar a família, mas foi a própria mãe que encontrou a criança em um imóvel próximo na tarde de anteontem.

A família mora há dois anos no Conjunto Flamingos III. A mãe contou que teve uma discussão com o filho por causa de uma bicicleta. “Eu tenho uma bicicleta, que estava quebrada, mas eu mandei arrumar recentemente. O Andrei queria andar nela e eu disse que não, pois tinha acabado de consertar. Porém, ele me desobedeceu e estragou a bike novamente. Assim que soube, dei uma bronca nele e foi aí que ele sumiu”, recorda.
Priscila encontrou o garoto em cima do telhado da casa vizinha, que está desocupada. “Eu só vi a cabeça do Andrei e subi no telhado, mas ele não queria descer”, conta a mãe. O menino acabou sendo convencido a descer do telhado pelo repórter Marcelo Oliveira. 
Segundo ela, o filho não ficou desassistido porque os irmãos – o gêmeo Adrian e o mais velho Carlos Eduardo, de 15 anos- levaram roupas e alimentos para o ‘fujão’ durante o período.
A mãe ainda contou que não é a primeira vez que o garoto foge de casa após ser contrariado ou se sentir triste e agradeceu a preocupação das pessoas, além de  rebater críticas encaminhadas à família após o caso ganhar repercussão.   “Algumas vezes ele se escondeu, mas por um período bem menor e em locais aqui pelo bairro mesmo. Além disso, ele não teve um surto, foi apenas medo de levar bronca. O Andrei é uma criança boa e amorosa. Só que é criança e apronta de vez em quando. Sei que muita gente me julgou, mas também sei que essas pessoas não me conhecem. Agradeço a Deus e a todos que torceram para que o Andrei fosse encontrado e, graças a Deus, foi uma travessura de garoto”, complementa. 

MÃE SOLO
Priscila cuida sozinha dos cinco filhos há sete anos, quando se mudou de Teodoro Sampaio, interior de São Paulo, para Sabáudia. “Me mudei para Arapongas há dois anos para trabalhar como costureira. Vim para o Paraná quando me separei do meu ex-marido. Desde então, cuido deles sozinha”, finaliza. (FERNANDA NEME)