CIDADES

min de leitura - #

‘Minha Casa’ vai beneficiar famílias com renda mensal de até R$ 9 mil

Renan Vallim

| Edição de 06 de fevereiro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

Famílias com renda de até R$ 9 mil poderão ter acesso aos financiamentos do Minha Casa, Minha Vida. O limite para participar do programa era de R$ 6,5 mil. O maior reajuste, de 38,4%, foi da Faixa 3, com o objetivo de aumentar o número de famílias aptas a solicitar o financiamento. As mudanças visam reaquecer o setor de construção civil e foram vistas como positivas pelas construtoras, porém com ressalvas.

Imagem ilustrativa da imagem ‘Minha Casa’ vai beneficiar famílias com renda mensal de até R$ 9 mil


A ampliação também atinge as faixas 1,5; 2 e 3 do Minha Casa, Minha Vida. Em todas as faixas, o aumento ficou acima da inflação de 2016, que foi de 6,57%. Com a mudança, o limite de renda para a faixa 1,5 passará de R$ 2.350 para R$ 2,6 mil por família, aumento de 27,6%. Para a faixa 2, a renda de enquadramento passou de R$ 3,6 mil para R$ 4 mil (alta de 11,1%) e para a faixa 3, de R$ 6,5 mil para R$ 9 mil (+38,4%).
O governo também reajustou o valor máximo dos imóveis financiados (ver box).
Coordenador de um correspondente da Caixa em Apucarana - banco financiador do programa - Igor Ravelli se mostra otimista com as mudanças. “Já vimos o movimento de pessoas em busca de financiamentos aumentar em mais de 50% do ano passado para cá. Esperamos que, com essa maior flexibilidade no limite de renda, a procura continue aumentando”, afirma.
No setor produtivo, as medidas foram recebidas com algumas ressalvas. Engenheiro e proprietário de uma construtora de Apucarana, José Francisco Doniak acredita que que o aumento do teto poderia ser mais efetivo se fosse combinado a outras mudanças. “As taxas de juros altas fazem com que aumente a necessidade das pessoas de colocar recursos próprios. No entanto, poucas pessoas hoje têm a possibilidade de dar uma entrada maior. Só quem possui dinheiro guardado ou com um bom FGTS consegue financiar um imóvel hoje”, diz.
Além da taxa de juros, Doniak afirma que seria importante mexer no valor dos subsídios dados pelo Governo Federal. “O subsídio é dado conforme a renda da família: quem ganha mais, recebe menos subsídio. Ao longo dos anos, a renda média aumentou, mas o subsídio não”.
José Herculano Ferreira, também proprietário de uma construtora na cidade, afirma que as reformas são importantes para readequar o programa à realidade econômica atual. No entanto, ele acredita que medidas como essa não devem afetar muito a situação econômica do país. “Os mercados imobiliário e de construção são muito restritos. Já a indústria gera bens de capital, que é o que precisamos para voltar a crescer”.

Meta do Governo é financiar 610 mil unidades em 2017
O valor máximo dos imóveis que podem ser financiados pelo Minha Casa, Minha Vida também subiu, e varia de acordo com a localidade. No Distrito Federal, em São Paulo e no Rio de Janeiro, o teto passará de R$ 225 mil para 240 mil. Nas capitais do Norte e do Nordeste, o limite subirá de R$ 170 mil para R$ 180 mil. O último reajuste tinha ocorrido em 2015, no lançamento da terceira etapa do programa.
O governo também anunciou a meta de contatar o financiamento de 610 mil unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida para este ano. O número inclui todas as faixas do programa habitacional. Desse total, 170 mil moradias serão contratadas na faixa 1, para famílias com renda mensal bruta de R$ 1,8 mil; 40 mil imóveis para a faixa 1,5 do programa e 400 mil para as faixas 2 e 3.
Em relação à faixa 1, o Ministério das Cidades informou que 35 mil imóveis devem atender à modalidade entidade rural; 35 mil para a modalidade entidades urbanas e 100 mil por meio do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR).