CIDADES

min de leitura - #

Moradores se unem e transformam terreno baldio em horta urbana

Cindy Santos

| Edição de 10 de janeiro de 2023 | Atualizado em 10 de janeiro de 2023
Imagem descritiva da notícia Moradores se unem e transformam terreno baldio em horta urbana

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

Moradores do bairro Djalma Mendes, em Apucarana, transformaram um terreno baldio em uma horta urbana comunitária que ajuda a matar a fome e a levar alimentos de qualidade para muitas famílias daquela região. O espaço, que antigamente era cheio de mato e ponto de descarte de lixo, hoje conta com uma extensa variedade de frutas, legumes e verduras que enchem os olhos e as mãos de quem busca alimento.

A ideia de criar uma horta comunitária é da cabeleireira Izabel Teixeira, que cuida do local juntamente com o marido. Ela mora nas imediações do terreno – que seria de posse do município - onde há uma torre de transmissão de energia da Copel. Segundo a cabeleireira, a horta foi implantada com o aval da Copel, que também desenvolve o Programa Cultivar Energia, com mais de 40 mil metros quadrados de área destinada para plantio de hortaliças e legumes em faixas de segurança de linhas da empresa em todo o Paraná.

Como as ruas no entorno não eram arborizadas, ela logo teve a ideia de plantar árvores frutíferas, que além dos frutos, forneceriam sombra para as pessoas que aguardam no ponto de ônibus. “Fomos plantando laranja, mexerica, amora, mandioca, cebolinha, banana, tudo que tem em uma horta”, comenta.

No terreno também é possível encontrar milho, feijão, couve, abobrinha, romã, cana, almeirão, acerola, pitanga, pêssego, manga e salsinha, que chegam até a casa dos moradores do bairro. A dona de casa Silvia Mendes, está entre os moradores que fazem a feira ‘literalmente’ na horta comunitária.

“É um espaço maravilhoso. Tem muitas coisas boas para pegar. Esse espaço é muito importante e muito bem cuidado. A gente vem, colhe tudo e a vantagem é que é tudo orgânico, não tem veneno”, afirma.

E além de matar a fome e levar alimentos de qualidade para os moradores do bairro a horta urbana também serve como uma ocupação, ou até uma terapia para aqueles que cultivam no espaço como é o caso do aposentado José Itervino, 62 anos. “Isso para mim é uma terapia, ajuda passar o tempo. E ainda sou recompensado com tudo que a terra pode dar”, comemora Itervino que acabou de colher feijão de boa qualidade.

Programa incentiva cultivo solidário

A prefeitura de Apucarana desenvolve um projeto há aproximadamente três anos que incentiva esse tipo de iniciativa na cidade. A Horta Solidária é realizada em parceria com as secretarias da Mulher, da Assistência Social, da Agricultura e de Serviços Públicos, e já possui 27 espaços para cultivo de alimentos espalhados em várias regiões. De acordo com a coordenadora do projeto, Maura Aparecida Fernandes de Oliveira, a iniciativa também é um meio de ocupação, geração de renda e espaço para interação e troca de experiências.

“A gente também atende pessoas em vulnerabilidade social, pessoas com transtorno de ansiedade, aposentados. Então é um projeto que promove complementação de renda, inclusão social e interação social”, afirma. 

Segundo a coordenadora, a horta é implantada em localidades onde há solicitação por parte da comunidade. “A prefeitura sede o espaço, os insumos e a água e as famílias cadastradas entram com o cuidado. Alguns produzem para consumo outros para geração de renda”, explica.

A maior horta do projeto está em fase de implantação no bairro Dom Romeu Alberti e vai beneficiar, inicialmente, 17 famílias.