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Mortalidade Infantil aumenta 11% na região em 2017, aponta 16ª RS

Renan Vallim

| Edição de 03 de janeiro de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A mortalidade infantil aumentou na região em 2017. Dados da 16ª Regional de Saúde (RS) de Apucarana apontam que o índice mortes de bebês com menos de um ano de idade chego a  12,56 a cada 1 mil nascidos vivos. A taxa foi 11% maior do que o do ano anterior, que foi de 11,3. De acordo com a 16ª RS, meta para este ano é reduzir índice para patamar inferior a 10 mortes a cada 1 mil nascidos vivos.

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No somatório dos 17 municípios da região da 16ª RS, foram registrados 4.937 bebês nascidos vivos ao longo de 2017. O número se manteve estável em comparação com 2016, quando o registro foi de 4.955 bebês. No entanto, os óbitos infantis aumentaram, passando de 56 para 62, causando o crescimento no índice de mortalidade infantil.
“Temos que melhorar estes números, sem dúvida nenhuma. Nós temos uma meta a ser alcançada, que é de reduzir o índice para abaixo de 10 óbitos a cada mil nascimentos. Vamos continuar trabalhando junto aos municípios, focando no fortalecimento do atendimento na atenção básica, no acompanhamento das gestantes e, se necessário, identificar e realizar o encaminhamento dessa mãe para a média e alta complexidade”, ressaltou a chefe da 16ª RS, Clara Ilza Lemes de Oliveira.
Ela avalia o índice de 2017 como “frustrante”. “Acreditamos que o número de óbitos infantis pode ser reduzido em pelo menos 50%. Várias medidas serão tomadas, como a intensificação das orientações sobre planejamento familiar e métodos contraceptivos, palestras sobre gravidez na adolescência, esclarecimentos sobre a vacina contra HPV, entre outras medidas. O incentivo ao parto normal também é necessário. Precisamos fazer de tudo para combater a prematuridade, responsável por boa parte desses casos”.

MUNICÍPIOS
Mas não foram todos os municípios que aumentaram seus números. Dos 17 municípios, sete tiveram queda na mortalidade infantil. Califórnia e Kaloré, por exemplo, não registraram nenhuma morte com menos de um ano durante todo o ano. Outros municípios que registraram queda foram Arapongas (20%), Faxinal (68,5%), Marumbi (7%), Sabáudia (39%) e São Pedro do Ivaí (59%).
Já Apucarana (65,5%), Bom Sucesso (8,6%), Grandes Rios (203%) e Jandaia do Sul (108%) tiveram alta nos índices. Borrazópolis, Cambira, Marilândia do Sul, Mauá da Serra, Novo Itacolomi e Rio Bom também registraram alta. No entanto, como não haviam registrado nenhum óbito em 2016, não é possível calcular a porcentagem de aumento.
“Alguns municípios ‘puxam’ estes números e, obviamente, os maiores municípios acabam influenciando mais no resultado final. Em 2016 foi Arapongas, no ano passado foi Apucarana. O estado, no ano passado, enviou novos veículos, recursos para reforma e ampliação de Unidades Básicas de Saúde (UBS) e hospitais, além de fornecer treinamento para funcionários da atenção básica. Agora, o estado está cobrando resultados. É um grande desafio. Já tivemos anos em que o índice ficou abaixo do limite proposto, provando que é algo possível. Nossa dificuldade é conseguir manter esse número baixo por um período maior”, afirma Clara.