Aumentam as reclamações de motoristas com o estado da malha asfáltica que liga a região de Mauá da Serra a Guarapuava. São duas rodovias - a PR-466, entre Porto Ubá e Guarapuava, e a PR-272, entre Porto Ubá e Mauá da Serra, que são alvo de protestos. Vários trechos estão ruins, sem acostamento, e a cada dia, os motoristas acompanham a multiplicação dos buracos no asfalto. Enquanto o Governo do Estado não inicia a recuperação do asfalto, a paciência dos motoristas se esgota.
O caminhoneiro Valter Nunes Pedroso, que constantemente utiliza a rodovia para transportar cereais para o Porto de Paranaguá e até para outros estados, diz que o sofrimento é grande. “Além dos buracos, praticamente não existe mais acostamento na estrada, principalmente no trecho para frente de Manoel Ribas. Se você sair no acostamento para desviar de um buraco, o caminhão tomba. Está difícil de andar”, comenta Pedroso.
Ele relata que, pela má condição da rodovia, os custos de transporte são elevados. “Os pneus dos caminhões duram metade do que duram em estradas boas. Sempre tem que se trocar amortecedor . Além disso, o consumo de diesel é maior, já que os veículos têm que rodar devagar. Sem contar os riscos de acidentes”, acrescenta Pedroso.
O agropecuarista Célio Pereira, que utiliza a rodovia quase que diariamente para o transporte de gado, acredita que já passou da hora da estrada ser recuperada. “Tem que ser arrumada o mais rápido possível. É uma estrada que tem um fluxo muito grande, não só de caminhão, mas também de carros leves. Num dia de chuva como hoje (ontem), o que estava bom fica ruim, onde estava ruim vai ficando pior ainda”, assinala Pereira.
PREVISÃO
Há pouco mais de uma semana, quando o governador Beto Richa (PSDB) esteve em Ivaiporã, ele garantiu que as rodovias serão totalmente recuperadas a partir de janeiro de 2017.
“Estamos com um pacote de recuperação não só dessas estradas, mas em todo o Paraná. A recuperação está para acontecer, inclusive aqui (PR-466 e PR-272) está para começar. Não é tapa-buracos, mas uma restauração completa para que tenhamos mais durabilidade e resistência do pavimento”, enfatizou Beto Richa.
O governador alega que grande problema das rodovias paranaenses são em decorrência das chuvas. “No final do ano passado, nos três últimos meses, tivemos chuvas intensas, intermitentes, que deterioram boa parte do pavimento de nossas estradas. Fevereiro deste ano foi da mesma forma. “Podem ficar tranquilos, a recuperação está para acontecer”, disse.