A Movelpar - Feira de Móveis do Estado do Paraná - tem muitos sotaques, mas todos falam a mesma coisa: sair da crise. Em sua 11ª edição, a feira reúne representantes do mercado moveleiro de vários cantos do Brasil, todos buscando novos clientes e novas oportunidades de fazer negócio. Ontem, no primeiro dia do evento, o governador Beto Richa (PSDB) visitou a feira, conversou com empresários e também lideranças políticas da região.
A analista de uma grande empresa de móveis de Mondaí (SC), Keli dos Santos, destacou que as expectativas são as melhores possíveis para o evento deste ano. “A Movelpar é fundamental para que o mercado como um todo busque uma saída para a crise. É o primeiro grande evento do ano e age muito como um ‘termômetro’ do que pode vir para o restante de 2017. Estamos preparados para fazer desta uma das melhores edições para a nossa marca”, destaca.
“A expectativa é sempre grande, principalmente por conta do mercado, que sofreu retração nos últimos tempos. Mas aqui vem gente de todo o Brasil. Acreditamos que, se alguém se desloca de locais tão distantes, é porque tem interesse em comprar”, afirma Bruno Ferreira, representante de vendas de uma grande empresa de Arapongas. Nos últimos dois anos, o polo de Arapongas registrou corte de aproximadamente 2 mil empregos.
Maurício Filgueiras, gerente comercial de outra grande fabricante de móveis de Rodeiro (MG), também se anima. “Essa é nossa quarta Movelpar. A visitação está boa, mesmo sendo ainda o primeiro dia. Quando estávamos montando o estande, me preocupou um pouco ver alguns espaços vazios, já que a situação financeira de algumas empresas impossibilitou a vinda para Arapongas. Mas, vendo a movimentação, a expectativa se manteve positiva, com grandes possibilidades de fazer novos contatos e ampliar o nosso mercado”, afirma.
Representantes de lojas de todo o país estão na feira, buscando os melhores móveis para seus estabelecimentos. “Venho desde 2011 e estou bastante animado com a edição desse ano. Já fechei bons negócios, mesmo sendo o primeiro dia. Para se ter uma ideia, já atingi 40% das negociações que fiz na edição passada. É possível fazer bons negócios na Movelpar, espantando a crise”, destaca Marcos Gazeta, representante comercial de Ji-Paraná (RO).
Já Marco Antônio Leite Júnior, representante comercial de Belo Horizonte (MG), acredita que as negociações devam se intensificar ainda mais nos próximos dias. “É a segunda vez que venho para a Movelpar. A maioria das pessoas usa o primeiro dia para andar e conhecer a feira. A partir de amanhã [hoje], acredito que as negociações vão se intensificar ainda mais”, disse.
Para a Abimóvel – Associação Brasileira do Mobiliário, a hora é de crescimento com cautela. A opinião é do presidente da entidade, Daniel Lutz. Segundo ele, o posicionamento da indústria tem sido de cautela devido as dificuldades que o segmento enfrentou nos últimos anos, mas os indicadores do setor permitem projetar a retomada do crescimento. “Em 2015/2016 tivemos um decréscimo da produção em cerca de -7,7%, mas para o período 2016/2017 a previsão é de 2,2% de crescimento no país”, destacou
RICHA
O governador Beto Richa esteve visitando a Movelpar no início da noite de ontem. Ele destacou a importância da feira para a economia do estado. “Esta é a maior feira de móveis do Brasil. A indústria moveleira, representada pelo polo de Arapongas, é muito importante para gerar emprego, trabalho e renda para a população. Estou visitando a Movelpar para renovar o compromisso do Governo do Estado com os industriais e também com todos os que produzem e ajudam o Paraná a continuar o seu desenvolvimento”.
O prefeito de Arapongas, Sérgio Onofre (PSC), acompanhou a visita de Richa. “Acredito que a Movelpar é o pontapé inicial do setor moveleiro para o combate a crise. Nossa expectativa é a melhor possível. E a visita do governador, a segunda em Arapongas nos últimos 70 dias, mostra a atenção e importância que ele dá à nossa cidade e à nossa região”, destacou.
A 11ª Movelpar segue até quinta-feira (16), com funcionamento das 13 às 20 horas. A feira deve negociar em torno de R$ 600 milhões em produtos.