O delegado da 54ª Delegacia Regional da Polícia Civil, Aldair da Silva Oliveira, confirmou ontem que a falsa médica Charline Alcântara Faustino, que atuou por alguns dias em Ivaiporã exercendo a profissão ilegalmente com número de CRM de outra profissional, se apresentou e foi ouvida pela polícia na cidade de Fernandópolis, em São Paulo.
Ela havia sido contratada por uma empresa terceirizada que responsável pelos plantonistas para Prefeitura de Ivaiporã e trabalhou em plantões no Pronto Atendimento durante seis dias até a fraude ser descoberta.
Conforme o delegado Aldair, ela foi interrogada anteontem na cidade onde reside. “Ela prestou esclarecimento para a autoridade policial em Fernandópolis, que encaminhou esse interrogatório para nós. Ela admitiu que não tem formação legal para trabalhar como médica, alegou que tem formação na área de enfermagem e disse que estaria cursando medicina na Argentina, mas que não teria concluído o curso”.
Ainda durante o interrogatório, segundo o delegado, ela imputou responsabilidade para a empresa terceirizada responsável pela contratação e preenchimento das escalas dos plantonistas. “Ela alega que teria sido convocada para trabalhar como médica, mesmo não sendo médica, e isso acaba colidindo com as informações prestadas pela empresa. Ao que nos parece, houve assim, pelo menos preliminarmente, uma omissão por parte da empresa ao fazer essa contratação ao não fazer a checagem das informações”.
O delegado diz ainda que pelos elementos avalidos dentro dos autos até agora não foi caraterizada nenhuma participação do município no processo. “Ao que tudo indica o Município, assim como as pessoas foram vítimas da má fé da falsa médica e da omissão da empresa contratante”.