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Mulheres dominam premiação do Concurso Café Qualidade

Da Redação

| Edição de 24 de novembro de 2022 | Atualizado em 24 de novembro de 2022
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A safra do café está sendo iniciada nos 28 municípios dos núcleos regionais de Apucarana e Ivaiporã da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab) com estimativa de poucas perdas e preço em alta. Reflexo da desvalorização do real, o preço da saca do grão está sendo cotado a preço R$ 482, um aumento de 42% em relação a maio do ano passado.

Na região, são quase 6,2 mil hectares de café que começaram a ser colhidos na semana passada. O longo período de estiagem enfrentado pelo estado deve afetar a produção. Na região de Ivaiporã, que tem área de 3,5 mil hectares, as projeções do Departamento de Economia Rural (Deral) estimam uma queda de 13% na produtividade causada tanto pela estiagem quanto pela geada de 2019. Conforme o engenheiro agrônomo do órgão, Sérgio Carlos Empinotti, a média de produção na região é de 1.320 quilos por hectare, que corresponde a 22 sacas de 60 quilos de café descascado. Porém, a média nesta colheita deve cair para 1.140 quilos, ou seja, 19 sacas. 

Empinotti lembra que a geada do ano passado, durante três dias consecutivos em julho, atingiu as folhas de cobertura e ponteiras dos cafezais. “Nas lavouras novas, os ramos foram muito prejudicados. Cafezais que estavam até com uma expectativa boa de produção perdeu bastante na época, e prejudicou a lavoura que está sendo colhida agora. Além disso, tivemos muitos problemas com a falta de chuvas nos últimos 12 meses”. 

Para o agrônomo Cleversom da Silva Souza do Instituto de Desenvolvimento Rural - Iapar/Emater (IDR-PR) que na semana passada acompanhou o início da colheita afirma que, apesar dos problemas, quem caprichou no manejo, terá boa safra com boa qualidade do produto.

“Em algumas propriedades sentimos que o café sofreu bastante com as condições climáticas. A parte boa é que a colheita vais estar mais igualada, já que a florada foi homogênea. O ruim é que seca afetou o desenvolvimento e a maturação frutos. Os que conseguiram fazer um bom manejo de solo, da parte física, química e biológica, com adubação verde e boa palhada, a planta não sentiu tanto. Esses produtores terão uma ótima safra e café de maior qualidade este ano”, destaca. 

Ainda segundo Cleversom, nas áreas onde houve boas práticas de manejo também será possível uma colheita com boa produtividade. “Tem produtores de maior tecnologia que investiram na renovação de cafezal com variedades mais produtivas, e que fizeram as boas práticas podem chegar a 50, 60 sacas beneficiadas por hectare. Infelizmente ainda são poucos os produtores que vem renovando os cafezais”. 

VENCEDORES

• Natural

1º – Sirlene Soares dos Santos Souza (Pinhalão); 2º – Loete do Carmo da Cruz (Joaquim Távora); 3º – Fátima Alves de Azevedo Canuto (Centenário do Sul); 4º – Jarbas Cazaroto (Joaquim Távora); 5º – Solange Aparecida de Araújo (Apucarana)

• Cereja descascado

1º – Eloir Inocencia Nogueira de Souza (Tomazina); 2º – Maristela Fátima Silva Souza (Tomazina);  3º – Claudeir Marcos de Souza (Tomazina); 4º – João Batista da Silva (Pinhalão); 5º – Juarez Colatino de Barros (São Jerônimo da Serra); 5º Juarez Colatino de Barros (São Jerônimo da Serra)

Repasse para cooperativa

O secretário executivo da Câmara Setorial do Café e coordenador geral do concurso, Paulo Sérgio Franzini, afirma o concurso tem contribuído ao longo dos anos para a melhoria da qualidade do café. “Felizmente, estamos tomando melhores cafés, com atributos e sabores diferentes. Isso não é por acaso, mas fruto de um trabalho que começo no ano 2000 e que teve continuidade. Trata-se de um esforço conjunto de técnicos, da pesquisa, da extensão, do setor público e da iniciativa privada, de produtores, lideranças, entidades parceiras e dos patrocinadores”, ressaltou Franzini. 

Durante o evento, o secretário Ortigara repassou à Cooperativa dos Cafeicultores do Distrito de Pirapó (Coocapi) R$ 560 mil, através do Programa Coopera Paraná. O valor é destinado à aquisição de um conjunto de energia fotovoltaica, um caminhão com baú refrigerado e câmara fria.