Um relatório divulgado ontem pela Instituto Ambiental do Paraná (IAP) mostra avanços na destinação e gerenciamento do lixo na região. Em três anos, o número de lixões a céu aberto teve uma queda de 72%, passando de onze para três. Atualmente, apenas Marumbi, Rio Bom e Rio Branco do Ivaí ainda mantêm esse tipo de destinação para os resíduos sólidos. O restante dos municípios (24), destina os resíduos sólidos para algum tipo de aterro, controlado ou sanitário.
Quinze municípios destinam seus rejeitos para aterros sanitários devidamente licenciados, representando 55% dos municípios. Os outros nove encaminham os resíduos sólidos para aterros controlados, que têm licenciamento mas não cumprem a legislação ambiental na totalidade. Este tipo de gerenciamento está presente em 33% dos municípios. Em 2013, data de divulgação do primeiro levantamento, 16 municípios se encontravam nessa situação, representado, na época, 59%. do total. Atualmente, somando tanto o aterro controlado quanto o sanitário, chega a 88%.
No Estado, segundo o IAP, dos 399 municípios, 75% (301) destinam o lixo para aterros sanitários devidamente licenciados; 19% (74) para aterros sanitários controlados – que possuem o mínimo de controle ambiental, como isolamento, acesso restrito, cobertura dos resíduos com terra e controle de entrada de resíduos – e 6% (24) ainda se utilizam de lixões.
A última versão do relatório havia sido publicada em 2013 e apontava que 185 municípios (46,4%) dispunham seus resíduos sólidos urbanos em aterros sanitários devidamente licenciados e 93 (23,3%), em áreas de lixão. Os outros 121 municípios (30,3%) usavam os chamados aterros controlados.
O documento atual foi elaborado com base em informações de 2016 e mostra uma melhora na destinação adequada dos resíduos sólidos, com relação ao levantamento anterior, publicado em 2013. “É possível perceber a redução no número de lixões e de aterros controlados, principalmente porque as prefeituras optaram por destinar os resíduos em aterros particulares ou através de consórcios. Isso tem ocorrido muito com os municípios de pequeno porte, que têm dificuldade tanto financeira quanto de equipe técnica”, explica a engenheira química do IAP, Alessandra Mayumi Nakamura, coordenadora do levantamento.
Em Rio Bom, que ainda tem lixão a céu aberto, o vice-prefeito Eufrázio Silva de Oliveira revela que uma das alternativas estudas pelo município é terceirizar o serviço. “Estamos negociando com uma empresa para fazer a destinação correta do lixo. Outra possibilidade estudada é a construção de um novo aterro. Inclusive já encaminhamos duas sugestões para análise do IAP” ressalta. Por mês, o município, de pouco mais de 3,3 mil habitantes, gera 40 toneladas de resíduos sólidos.
Em Marilândia do Sul, um novo aterro deverá ser construído até o final do ano. “O aterro atual está desatualizado com a legislação e, por isso, estamos trabalhando para construir um novo de acordo com as normas no IAP. Acreditamos que vamos investir entre R$ 350 mil a R$ 400 mil, entre a compra do terreno e as obras necessárias”, explica Laudemir Peres, secretário de Desenvolvimento Econômico e Meio ambiente. Entre material reciclável e resíduo são 90 toneladas por mês.
Aterro de Apucarana será ampliado
O aterro de Apucarana, que está operando devidamente de acordo com as normas do Instituo Ambiental do Paraná (IAP) deste 2013, recebe por dia 80 toneladas de resíduos sólido. Administrado pela Sanepar, o local deverá ser ampliado nos próximos anos. Segundo a assessoria de imprensa, a empresa está pleiteando neste momento junto ao IAP o desmate do local onde está projetada a expansão, obra que deve iniciar no segundo semestre de 2018 com conclusão prevista para o início de 2019. A expansão é necessária para atender a demanda de Apucarana até 2031.
A assessoria observa que foi feita recentemente uma grande intervenção para melhorar a drenagem das águas de chuva e estabilização dos taludes na célula de deposição de lixo antiga. Já na área onde é depositado os resíduos atualmente, os trabalhos de adequação e ampliações de drenos são constantes: compactação e cobertura dos resíduos, expansão dos drenos de gás e chorume, melhoria dos acessos, dentre outras questões.