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Mutirão de cirurgias atende 1,2 mil

Renan Vallim

| Edição de 06 de dezembro de 2015 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Mais de 1,2 mil pacientes já iniciaram o processo para realizar cirurgias eletivas na região. O mutirão de procedimentos, organizado pela 16ª Regional de Saúde (RS), espera ‘zerar’ a fila na região, que chega a 3 mil pessoas. Oftalmologia, clínica geral, otorrinolaringologia e medicina vascular são as áreas com maior demanda até agora.

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Entre essas pessoas que iniciaram o processo estão pacientes que foram encaminhados para consultas, que marcaram o procedimento e até mesmo que já realizaram a cirurgia, como Edineuza de Carvalho Mello. A dona de casa de 56 anos está repousando após a cirurgia de catarata, realizada na semana passada. “Estou feliz porque estou me recuperando bem e o problema da catarata está acabando”, destaca ela.

Edineuza descobriu há cerca de um mês a doença. “Já tinha operado o olho direito há cinco anos por conta do mesmo problema. Por isso, fazia visitas periódicas ao médico. Foi em uma dessas visitas que o problema foi diagnosticado no outro olho. Um mês depois, realizei a cirurgia”, conta ela, satisfeita.

A cirurgia de catarata é a que possui mais pessoas à espera na região. “Dos pacientes que já foram atendidos, cerca da metade possui o problema. Mais de 600 já passaram pela triagem, 63 já agendaram e 28 já passaram pela cirurgia desde o início dos atendimentos, em novembro”, explicou Edinalva de Moura, enfermeira da 16ª RS responsável pela coordenação do mutirão. Os números foram obtidos na última terça-feira (1) e podem ter aumentado.

Em seguida aparece os procedimentos de cirurgia geral: 399 pessoas foram atendidas. Uma delas é a faturista apucaranense Denise Guimarães. A jovem de 24 anos marcou a cirurgia para a retirada da vesícula para o próximo dia 16. “Estou desde março na espera pela cirurgia, que agora poderá ser feita através do mutirão. A gente nunca quer passar por uma cirurgia, mas essa é a chance de resolver o problema de vez”, diz.

Na sequência estão os procedimentos cirúrgicos de otorrinolaringologia, como a retirada das amígdalas: já foram 191 pessoas atendidas. Depois estão as cirurgias vasculares, como varizes, com 34 encaminhamentos. “A prioridade para a realização das cirurgias é o tempo de espera e a gravidade do problema. Nós temos seis meses, prorrogáveis por mais seis, para ‘zerar’ a fila das cirurgias eletivas na região, sem limite de procedimentos. Acreditamos que vamos conseguir”, ressalta a também enfermeira que coordena o mutirão na 16ª RS, Lyz Oliveira.

Os procedimentos cirúrgicos estão sendo realizados nos hospitais João de Freitas e Santa Casa, ambos em Arapongas, e no Hoftalon, de Londrina. O Hospital da Providência, em Apucarana, está em fase de negociação. Lançado no início de novembro, o Mutirão Paranaense de Cirurgias Eletivas destinou cerca de R$ 48 milhões para a realização dos procedimentos.

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