O professor Inocêncio Cardoso é um dos 80 pacientes de Arapongas que voltou a ouvir melhor graças a um aparelho auditivo. A entrega dos dispositivos faz parte de um mutirão que vai zerar a fila de espera por este atendimento em Arapongas. Ontem, ele ajustou o aparelho no Centro de Saúde Jaime de Lima.
A distribuição dos aparelhos faz parte do mutirão de adaptação de próteses auditivas do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Ivaí e Região (Cisvir) começou ontem e vai continuar na próxima segunda-feira.
De acordo com Vanessa Aguiar, assistente social do Jaime de Lima, a fila de de espera dos pacientes será zerada com a entrega dos dispositivos. “Para o departamento de assistência social foi uma vitória. Estávamos há cinco anos sem conseguir a liberação para essas próteses”, relatou Vanessa Aguiar.
O investimento financeiro girou em torno de R$ 200 mil, já que o valor das próteses varia de acordo com a tecnologia, ou seja, de R$ 525 a R$1.100 com verbas do Ministério da Saúde.
Os pacientes que receberam as próteses contaram com o apoio de uma equipe de três fonoaudiólogas do Instituto Londrinense de Educação de Surdos (Iles), que orientaram sobre o uso do aparelho. Além disso, após o recebimento das próteses, as pessoas vão ter o suporte necessário de profissionais. “A gente ensina como manusear o aparelho, limpar e explica sobre a assistência técnica”, ressalta Renata Maria de Souza Carrilho, responsável pela equipe de fonoaudiólogos do Iles.
Entre os beneficiados está o professor araponguense Inocêncio Cardoso, 54 anos. “Fiquei apenas 4 meses da fila. Tive muito sorte”, comemora. Ele trabalha há 28 anos como professor na rede estadual e acredita que foi o excesso de barulho que prejudicou a audição. “Ficou complicado na hora de ouvir os alunos no fundo da sala, mas agora com a prótese vai ficar tudo mais claro”, espera.
À espera do aparelho auditivo desde agosto de 2016, a aposentada Eliete de Freitas Gomes, 65, está feliz por voltar a escutar. “Eu sempre gostei de ouvir música alta, mas não sabia qual a causa”, conta. O problema auditivo afetou os dois ouvidos de Eliete, por isso, ela recebeu receber um par de próteses na manhã de ontem. “Estou feliz”, garantiu.
O aposentado araponguense Ilson Barros, 62, esperou por quase um ano a prótese auditiva que foi colocada em seu ouvido esquerdo. Ele acredita que o problema se desencadeou devido ao seu antigo emprego como padeiro. “Trabalhava com muito barulho de máquinas”, recorda. Para ele, receber o aparelho é uma vitória. “Estou muito feliz”, acrescenta.