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Na rota dos voos comerciais

Da Redação

| Edição de 25 de outubro de 2015 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Apucarana e Arapongas estão entre as 13 cidades do Paraná com potencial de usuários para manter linhas regulares de voos regionais. É o que mostra um estudo recém-divulgado pela Secretaria Especial da Aviação Civil (SAC), denominado “O Brasil que Voa”.

Imagem ilustrativa da imagem  Na rota dos voos comerciais

A pesquisa concluiu que, apesar do notório crescimento dos voos domésticos nos últimos anos, pelo menos 252 cidades brasileiras ainda têm mercado potencial para receber voos diretos diários de até112 passageiros.

Apucarana e Arapongas se enquadram na faixa de cidades que podem manter voos regulares com ocupação de 75% nas aeronaves. Já Campo Mourão, Paranaguá, Pinhais, Ponta Grossa, Toledo e Umuarama têm demanda para ocupação de até 85%. E, por último, viriam Araucária, Campo Largo, Cianorte, Guarapuava e Paranaguá, com potencial para 50% de ocupação.

A divulgação do estudo reforça a mobilização de Apucarana para reativar o Aeroporto Municipal Capitão João Busse. Acompanhado da senadora Gleisi Hoffmann (PT), o prefeito Beto Preto (PT) tentará novamente, nesta terça-feira, a inclusão do município no Plano de Aviação Regional do Governo Federal. O tema será abordado em audiência com o ministro da Secretaria especial da Aviação Civil, Eliseu Padilha, em audiência marcada para as 10 horas, em Brasília.

Em julho de 2013, quando a pasta ainda era ocupada pelo então ministro da aviação civil, Moreira Franco, o prefeito Beto Preto já havia apresentado pedido de inclusão do aeroporto de Apucarana. No Paraná, estão contemplados 15 municípios, com investimentos previstos de R$ 320 milhões.

“Apucarana tem um aeroporto de excelente estrutura que, com investimentos para melhorias e ampliação, pode ser operacionalizado no segmento de cargas e também com voos regulares”, argumenta o prefeito. Ele diz lamentar “profundamente” que seu antecessor não tenha apresentado projeto para inclusão de Apucarana durante o ano de 2012, quando terminava o prazo para inclusão no programa. “É lamentável, porque até cidades de menor porte, como Bandeirantes e União da Vitória, foram contempladas nesta primeira fase do programa”, assinala.

Na conversa mantida com o ex-ministro Moreira Franco, Beto Preto disse que Apucarana, com 130 mil habitantes e polo de uma região com 300 mil pessoas, além de estar estrategicamente situada em meio ao eixo Londrina-Maringá, pode se tornar uma boa alternativa para transporte de cargas e linhas comerciais.

“Com os constantes fechamentos dos aeroportos de Londrina e Maringá, em função de problemas climáticos, a altitude de Apucarana - de 900 metros - é um diferencial bastante favorável”.

Agora, perante o ministro Eliseu Padilha, Beto Preto e Gleisi Hoffmann irão relatar os importantes investimentos que estão acontecendo na região, tais como a Usina Hidrelétrica Mauá e a nova fábrica de celulose da Klabin. Outro aspecto positivo é a recente criação da Região Metropolitana de Apucarana. “O aeroporto de Apucarana pode se inserir neste contexto como importante ferramenta logística. Trata-se do aeroporto mais ao sul das cidades do norte do Paraná, que pode também atender as demandas da região central do Estado”, avalia o prefeito de Apucarana.

Investimento pode chegar a R$ 47 mi

O projeto já encaminhado por Apucarana na Secretaria da Aviação Civil contém todas as documentações legais e licenças de proteção do aeródromo, inclusive com a ampliação da zona de proteção de 800 para 2.000 metros no entorno da pista. A proposta prevê a ampliação da pista de pousos e decolagens dos atuais 1.400 metros para 2.000 metros de extensão, além de aumentar de 30 para 45 metros a largura da pista.

“O nosso projeto inclui ainda um novo terminal de passageiros, ampliação de área de hangares, posto de abastecimento de combustíveis, oficina para manutenção de aeronaves, balizamento noturno e novos equipamentos de orientação de voos”, revela o prefeito Beto Preto, assinalando que o investimento estimado é de R$ 47 milhões.

Com essa estrutura, o aeroporto de Apucarana viabilizaria pousos e decolagens de aeronaves de médio e grande porte, como o Folker e outras da linha de produção da Embraer, que são utilizados por várias empresas operadoras de linhas regulares no País. “Nós queremos e podemos criar uma alternativa efetiva aos aeroportos de Londrina e Maringá”, frisa o petista.

Melhorias também em Arapongas

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A Prefeitura de Arapongas também tem projetos que envolvem o Aeroporto Municipal Alberto Bertelli, de acordo com o secretário municipal de Obras, Pedro de Marco. “Estamos desenvolvendo estudos para realizar melhorias na pista”, adiantou o secretário.

A necessidade de reforma surge diante da rotatividade. Aproximadamente 120 pousos e decolagens diurnos e noturnos ocorrem mensalmente no aeroporto. “É um aeroporto de pequeno porte, mas bem movimentado”, comenta o funcionário Sebastião Mário Alves.

No entanto, empresários ressaltam a necessidade de outros investimentos. “O aeroporto tem uma importância muito grande para o município, porque traz investimento. Muitos empresários, quando vão investir, procuram a comodidade e, se ele for servido por uma aeronave, vai procurar um município que tenha aeroporto”, analisa o empresário José Roberto Pontalti, de Arapongas, que tem dois aviões. O campo de aviação foi inaugurado em outubro de 1982. As instalações incluem oficinas para manutenção, como tapeçaria, funilaria, mecânica em geral e armazenamento de combustível para aviação.