CIDADES

min de leitura - #

No 1º dia sem máscara obrigatória, população de Arapongas se divide

DA REDAÇÃO

| Edição de 11 de março de 2022 | Atualizado em 17 de março de 2022

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

O primeiro dia de flexibilização do uso de máscaras, em Arapongas, foi dividido. Enquanto muita gente saiu às ruas se dizendo aliviada por não precisar mais usar máscaras, muita gente, ainda por força de um hábito consolidado há quase dois anos, mantinha o equipamento no rosto. No discurso, muita gente apelando à consciência de cada um, o famoso bom-senso.

A Prefeitura de Arapongas anunciou anteontem que o uso da máscaras se tornaria facultativo, tanto em ambientes abertos quanto fechados. Ontem, a medida foi formalizada em decreto assinado pelo prefeito Sérgio Onofre (ver box).
Nas ruas, ontem, os araponguenses se dividiram. O consultor de vendas Elias Dias Martins, por exemplo, sem máscara, diz que concorda com a decisão da administração municipal. Mas tem ressalvas. Para ele, seria melhor se a flexibilização fosse paulatina, primeiro liberando em áreas abertas, públicas e só depois, nas áreas fechadas. “Mas parece que é uma tendência né, liberar geral”, comenta.
Elias trabalha numa ótica com mais sete colegas. “Lá tá dividido. Metade está usando máscaras ainda. De repente, quando vamos atender cliente com máscara, colocamos a nossa também”, explica. Para ele, agora é hora da “consciência de cada um”. “Quem se sentir seguro, abandona a máscara. E quem se sentir inseguro, mantenha o uso”, afirma.
Agnaldo Silva, corretor de imóveis, também caminhava sem máscaras ontem pelo centro da cidade. “Na rua, já se usava pouco a máscara. Então, a medida não muda muito”, diz. Mesmo sem máscara na rua, faz questão de frisar: “Máscara é bom. Muito útil e nos protege”. Ele conta que havia visitado duas clínicas médicas durante o dia, locais onde as pessoas estavam usando máscaras. “Ali, ou nas farmácias, tem que usar mesmo. Quem vai ali é porque está doente, então precisa usar máscaras”, avalia, para arrematar: “Na rua não, né. Trânsito livre, sem máscara. Vale a consciência de cada um. Se oferece risco para os outros, tem que usar”.
Duas estudantes, caminhando juntas, mostram bem o clima na cidade. Gabriela Vitória estava com máscara. Já Bianca Magalhães seguia sem máscara, se dizendo tranquila, apesar de contar que pegou Covid, que precisou ser medicada e sofreu uma lesão nos pulmões. Agora, sem máscara, diz que não tem medo algum. “Já foi”, diz. A amiga Gabriela diz que ainda se sente preocupada e decidiu usar máscara por mais tempo. Ela conta que pegou Covid, mas foi assintomática. “Eu acho que a gente corre risco se todo mundo parar de usar máscara. Eu ainda vou usar”.