Em uma semana, cerca de mil pessoas procuram os Centros de Referência de Assistência Social (Cras) para fazer o cadastro para pleitear uma das 1500 unidades habitacionais previstas para Arapongas. Nas fábricas, que fizeram parceria com a Prefeitura, as inscrições começaram em maio e foram encerradas na semana passada. Dois mil trabalhadores fizeram a inscrição de olho na casa própria. Para evitar filas e espera desnecessária, o atendimento é feito com hora marcada e segue até o dia 28 de julho. Antes de fazer a inscrição, é preciso retirar uma senha no Centro de Referência de Assistência Social.
A aposentada Marta Garcia, de 48 anos, foi ontem até o Cras, no Centro Social Urbano, para fazer o Cadastro Único, procedimento exigido para fazer a inscrição na Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar). Além do cadastro, ela marcou o agendamento para a inscrição. “Estou muito confiante. Faço inscrição há mais de 20 anos e nunca consegui uma casa. Se não for desse jeito, mais barato, com a minha renda e do meu marido não conseguimos financiar”, argumenta.
Marta espera sair do aluguel e com o valor de R$ 480 pagar a prestação da casa própria. “A nossa vida vai mudar muito se isso acontecer”, acredita. Já o consultor técnico Daiwlli Nascimento da Silva, 33, compareceu ontem para fazer a inscrição da casa e também estava confiante e avalia que a mudança na forma de atender foi positiva. “Com o agendamento não fiquei quase na fila”, diz.
A coordenadora do Cras, do Centro Social Urbano, Ângela Maria Cardoso, explica que tanto o cadastro único quanto a inscrição com o pessoal da Cohapar são essenciais, para ficar habilitado para a seleção da Caixa. “Através do cadastro único nós conseguimos conhecer o perfil da família e a inscrição na Cohapar, depois, será enviada para a Caixa Econômica, que faz o filtro das informações prestadas e a seleção”, afirma.
Ângela ressalta que inscrições anteriores não são válidas. “Quem tiver interesse precisar vir fazer a inscrição novamente”, frisa. A assistente social, da Cohapar de Apucarana, Elisângela Costa de Araújo, complementa que em uma semana foram atendidas cerca de 450 pessoas no Cras, do Centro Social, e 300 em outras duas unidades, Del Condor e Zona Sul.
A previsão é que a construção comece no início do segundo semestre. Segundo o prefeito Sérgio Onofre (PSC), as casas serão construídas nos fundos do Conjunto Tropical. Já a conclusão, o prazo médio, é de um ano e meio.