As obras daquele que promete ser o maior prédio de Apucarana ganharam ontem novo impulso com o início de operação de um equipamento de última geração na área de construção civil. A maior perfuratriz do Paraná e a segunda maior do Brasil começou a executar os trabalhos de fundação do Centro Empresarial da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Apucarana (Acia), que está sendo construído no terreno da esquina das ruas Guarapuava e Irmã Eleutéria, no centro de Apucarana.
Com 28 andares, o Centro Comercial Acia assumirá o posto de maior e mais moderno edifício da cidade. O prédio contará com 174 salas comerciais e prevê um investimento total de R$ 60 milhões. São 30 mil metros quadrados de área construída, incluindo subsolo, térreo, três pavimentos para estacionamento e uma torre de 23 andares destinada exclusivamente para as salas comerciais. A construção, que prevê itens inovadores para a cidade, como elevadores inteligentes e controle eletrônico de acesso, está prevista para ser concluída em 2028.
O térreo do prédio será destinado à Acia, que instalará no local sua nova sede, deixando o Palácio do Comércio.
Com 70 toneladas, a perfuratriz iniciou os trabalhos no terreno para a concretagem das colunas de sustentação do prédio. Segundo a Acia, é a primeira vez que um equipamento desse porte é usado em uma obra na cidade.
O engenheiro civil Raphael Parra, responsável técnico da empresa contratada para realizar o trabalho de fundação, explica que a perfuratriz tem capacidade para chegar a até 25 metros de profundidade. O equipamento irá realizar o processo chamado de “estaca escavada”, com perfurações entre 70 cm e 1 metro de diâmetro. São pelo menos 144 estacas previstas no projeto.
“Esse tipo de fundação é diferente da convencional, na qual é usada um caminhão com uma estaca e tem o trabalho limitado ao nível de água. Com essa perfuratriz, é possível passar pelo nível de água e ainda chegar a profundidades onde a resistência é maior, até mesmo na rocha, se necessário”, assinala. O equipamento deve ficar entre 30 e 60 dias na cidade, dependendo do rendimento dos trabalhos.
O presidente da Acia, Wanderley Faganello assinala que as obras estão avançando dentro do cronograma. Com o trabalho de fundação, a construção ganhará mais visibilidade. “A fase de terraplanagem é mais demorada. Não aparece muito, até porque está cercada pelos tapumes”, afirma, observando que uma câmera foi instalada para gravar permanente a evolução da obra. (FERNANDO KLEIN)