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Número de atendimentos de saúde mental cresce 62% no pós-pandemia

Da Redação

| Edição de 01 de fevereiro de 2023 | Atualizado em 01 de fevereiro de 2023
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Apesar do arrefecimento da pandemia do coronavírus, a demanda por cuidados psicológicos continua em crescimento. Dados da Autarquia Municipal de Saúde (AMS) de Apucarana, divulgados ontem, mostram que o número de atendimentos aumentou 62% entre 2021 e 2022. 

Em 2020, no início da pandemia, foram feitos 4.311 atendimentos na rede de saúde, número que quadruplicou em 2021 quando atingiu 18.585. No entanto, no ano passado, no período chamado de pós-pandemia, a procura pelo serviço continuou crescendo, fechando 2022 com 30.101 atendimentos.

O aumento também é reflexo da ampliação da rede pública de cobertura. O prefeito Junior da Femac comenta que, diante do agravamento das questões de saúde mental provocados pela pandemia, o Município ampliou a estrutura e a quantidade de profissionais. “Somente no início do ano passado, fizemos a contratação de 15 psicólogos, destinando profissionais para a rede de saúde e também para escolas estaduais”, frisa Junior da Femac.

Além das escolas, os novos profissionais foram destinados para reforçar o quadro nas Unidades Básicas de Saúde e nos centros de atendimento psicossocial Infanto-juvenil e de Álcool e Drogas. “Contamos ainda com mais oito psicólogos do programa de residência multiprofissional, que atuam nas UBS. Toda essa estrutura fez com que tivéssemos condições de atender a demanda, o que contribuiu para o crescimento do número de atendimentos”, pontua Junior da Femac.

O número global de atendimentos é ainda maior, pois na rede municipal de ensino também foram intensificadas as ações no contexto da pandemia. Esses atendimentos não estão incluídos no balanço.

Os alunos da rede municipal são atendidos pelos psicopedagogos e psicólogos do Centro de Apoio Multiprofissional ao Escolar (CAME) e por meio do projeto Olhar Acolhedor, desenvolvido em parceria pela Autarquia de Educação e a Faculdade de Apucarana. 

A Prefeitura também criou, em 2021, o Comitê Intersetorial de Saúde Mental, formado pelas secretarias da Mulher e Assuntos da Família, Assistência Social, Educação, Esporte e Promatur para tratar do tema em uma frente ampla de serviços e facilitar os encaminhamentos das pessoas para atividades complementares que possam contribuir com o tratamento. 

Elisângela Gaspar, coordenadora do Departamento Municipal de Saúde Mental, afirma que pandemia gerou experiências traumáticas associadas à infecção, perda de familiares, alterações nas rotinas de convívio social e de trabalho, bem como impactos econômicos. “No pós-pandemia, o número de atendimentos continuou crescendo, pois existem ainda os reflexos e as pessoas passaram a se preocupar mais com a saúde mental por tudo o que aconteceu”, avalia Elisângela.