Com um aumento de 41,5% no número de pessoas que procuraram emprego sem encontrar em um ano, o contingente de desempregados no país chegou a 9,126 milhões de pessoas de setembro a novembro do ano passado.
O número é o maior da série histórica da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, iniciada no primeiro trimestre de 2012, informou o IBGE ontem.
Sob pressão da procura por trabalho, a taxa de desemprego nacional foi de 9% de setembro a novembro de 2015. É o pior resultado para o período na série histórica da pesquisa.
No mesmo período de 2014, a taxa era de 6,5%, muito abaixo, portanto, da divulgada nesta sexta-feira pelo instituto. Nos três meses terminados em agosto do ano passado, estava em 8,7%."Era de se esperar que a taxa cedesse nessa época do ano por causa do aumento do trabalho temporário, principalmente no comércio e serviço", disse Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.
Essa taxa ficou estável na comparação com o trimestre de agosto a outubro do ano passado (9%), após dez altas consecutivas. Os dois trimestres, contudo, não são comparáveis para o IBGE, por razões de metodologia. Essa piora do emprego ao longo do ano tem sido liderada pelo maior número de pessoas dispostas a trabalhar. É uma tendência comum nas crises, quando a menor folga no orçamento faz mais pessoas da mesma família buscar uma fonte de renda. (Folhapress)
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