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Número de mortes no trânsito cai em Apucarana e Arapongas

Vanuza Borges

| Edição de 02 de fevereiro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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]Dados do Placar da Vida, que é feito pela Polícia Militar (PM), apontam que o trânsito na área urbana de Apucarana e Arapongas está menos violento. Os índices caíram nas duas cidades, principalmente de mortes. Em 2015, nove pessoas morreram vítimas do trânsito apucaranense. Já no ano passado, o número caiu para duas, uma redução na ordem de 77%. Em Arapongas, a violência no trânsito também diminuiu. De 2015 para 2016, casos de mortes na área urbana caíram 45%, passando de onze situações para seis. Sinalização adequada e trabalho de conscientização com motoristas e pedestres são apontados como responsáveis pela queda nos índices. 

Imagem ilustrativa da imagem Número de mortes no trânsito  cai em Apucarana e Arapongas

De acordo com os dados do Placar da Vida, Apucarana registrou quase três acidentes por dia, número semelhante ao ano anterior. Em 2015, 973 acidentes foram registrados contra 966 no último ano, uma queda de menos de 1%. Entretanto, os acidentes podem ser classificados como menos violentos. Além da já citada redução no número de mortes, também houve queda no número de feridos na ordem de 12% (ver infográfico).
No ano passado, o município registrou apenas dois os acidentes com vítimas fatais que ocorreram na Rua Firmam Neto, no Jardim Apucarana, próximo ao terminal Rodoviário, e no cruzamento da Rua Alexandra com a Rua João Luiz Orlando, próximo ao Parque Biguaçu.
Na avaliação do superintendente de Trânsito de Apucarana, Silnei Bolonhesi, a redução de acidentes, em especial com mortes, está diretamente associada a melhorias na sinalização, instalação de semáforos e ações educativas.
“Quando o trânsito é organizado, com boa sinalização, os condutores tendem e respeitar mais as leis”, acredita.
Bolonhesi frisa ainda que o trânsito, para fluir bem, precisa ter uma boa engenharia, fiscalização e ações educativas. “Engenharia, fiscalização e educação formam o tripé do trânsito. Também precisamos ficar atentos às estatísticas e trabalhar para melhorar ainda mais. O índice de Apucarana é menor que do Brasil, que de 21 mortes a cada 100 mil habitantes”, avalia.

DANOS SOCIAIS
O superintendente também chama a atenção sobre os danos causados pelos acidentes. “Os acidentes não causam somente danos materiais, mas também sociais, que incluem tanto custos médicos e previdência social, quanto afetivo, em casos de mortes”, sublinha.

Ações educativas no trânsito
O trânsito, em Arapongas, também apresentou redução expressiva nos números de mortos, atropelamentos, feridos e acidentes. Os casos de mortes caíram 45% de 2015 para 2016, passando de 11 para 6. O gerente administrativo de trânsito de Arapongas, João Carlos Schelen, da Secretaria de Segurança e Trânsito (Sestran), acredita que a colocação de novos semáforos e o reforço na sinalização nos cruzamentos ajudaram a reduzir a violência no trânsito.
Schelen observa que cruzamentos com alta concentração de acidentes, como da Rua Pombas com Condor e Pombas com Drongo, receberam semáforos no ano passado. Outro cruzamento crítico, entre a Rua Flamingos com a Rua Drongo, também recebeu equipamento. “Também reforçamos em alguns pontos, tanto na área central quanto nos bairros, a sinalização horizontal e vertical”, comenta.
Neste ano, segundo ele, a orientação do prefeito Sérgio Onofre é para apostar na conscientização dos usuários do trânsito. Toda semana a Guarda Municipal tem realizado blitz educativas. “Vamos melhorar a sinalização vertical e horizontal e investir na instalação de novos semáforos, além das campanhas educativas”, diz.