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Número de novas empresas cresce 7% na região em 2016

Renan Vallim

| Edição de 07 de fevereiro de 2017 | Atualizado em 07 de fevereiro de 2017

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A criação de novas empresas está em alta na região. Em Apucarana, Arapongas, Ivaiporã, Jandaia do Sul e Faxinal, o número de novas empresas aumentou 7,1% em 2016, no comparativo com o ano anterior. O número é mais de duas vezes maior do que a média de todo o estado do Paraná, que fechou em 3%. Jandaia do Sul foi a cidade que mais se destacou, aumentando em mais de 20% o número de empresas criadas em apenas um ano.

Imagem ilustrativa da imagem Número de novas empresas cresce 7% na região em 2016


Na soma das cinco cidades, foram criadas mais de 3,9 mil empresas em 2016, 7,1% a mais do que em 2015, quando quase 3.650 empresas foram registradas. Foram 260 empresas a mais. O índice no Paraná ficou em 3%, passando de 38.383, em 2015, para 39.481 em 2016. Todos os dados são da Junta Comercial do Paraná (Jucepar).
Jandaia do Sul foi o município com maior índice de crescimento: 21,5%. Em 2016, foram registradas 249 empresas, 44 a mais do que em 2015, quando 205 empresas foram criadas. Em números absolutos, Arapongas se destacou, criando 86 empresas a mais em 2016 do que no ano anterior, o que corresponde a um aumento de 6,1%. Foram 1.497 novas empresas em 2016, contra 1.411 em 2015.
Em Apucarana, o índice foi de 4,9%. No ano passado foram 1.645 novas empresas, 77 a mais do que em 2015, que registrou 1.568 empreendimentos novos. Em Ivaiporã foram 344 empresas registradas em 2016, alta de 15,8%, ou 47 empresas a mais. No ano anterior, o número ficou em 205. Já em Faxinal foram criadas 172 novas empresas em 2016, ou seja, seis a mais do que em 2015, quando o número ficou em 166. O índice de crescimento neste município ficou em 3,6%.
O secretário da Indústria e Comércio de Apucarana, Moacir Salve, afirma que o aumento em 2016 foi perceptível e que os micro e pequenos empresários são responsáveis pelo maior volume de novas empresas. “Só para se ter uma ideia, em 2016 foram mais de 600 novos microempreendedores individuais registrados”.
Segundo ele, o setor empresarial se mostra mais confiante. “O otimismo está voltando. Um dos reflexos importantes é a retomada das contratações, ajudando a reduzir os índices de desemprego”, diz.

EMPREENDEDORISMO
Um dos que resolveram abrir uma empresa no ano passado foi André Ruiz Prestes. Proprietário desde setembro de 2016 de um restaurante em Apucarana, ele destaca os desafios de abrir um negócio em tempos de crise econômica. “É difícil, demanda muito trabalho para dar certo. Tivemos um bom desempenho nos quatro primeiros meses, entre setembro e dezembro. Já em janeiro, o movimento deu uma caída, mas já era esperado, tendo em vista que muita gente viaja nesse período do ano”, argumenta.
Segundo ele, a expectativa para 2017 é alta. “Queremos continuar crescendo. Sabemos que não é fácil, mas é preciso ter foco. Para quem está abrindo uma empresa hoje em dia, é fundamental ter, acima de tudo, coragem. Um bom diferencial, que atraia clientes, e um planejamento financeiro, para estar preparado para os problemas, também são necessários”, ressalta.