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Ocorrências de furtos têm queda de 27% em Apucarana

Vanuza Borges

| Edição de 27 de julho de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Levantamento feito pela Polícia Militar (PM), de Apucarana, a pedido da Tribuna, revela que houve queda nos casos de crime contra o patrimônio no primeiro semestre deste ano, quando comparado com o mesmo período do ano passado. Os crimes de furto tiveram o recuo mais expressivo, de 27%. No primeiro semestre deste ano foram 558 ocorrências, contra 763 de janeiro a junho de 2016, o que representa 205 situações a menos nos primeiros seis meses deste ano. Já os registros de roubos também apresentaram leve queda, de 238 casos para 228, uma redução de 4%.

Quando analisados os dados de forma isolada, o percentual muda. Por exemplo, casos de roubos a comércio caíram 14%; passando de 56 para 48 situações. Já os roubos a residência caíram 9%, passando de 41 casos no ano passado, para 37 em 2017. 
Nos crimes de furtos, avaliados de forma individual, a redução foi maior nos chamados furtos a residências, com queda de 35%. Já quando o alvo é o comércio, a estatística aponta queda de 24% (ver infográfico).
O setor de Comunicação Social, do 10º BPM, avalia que a redução está diretamente relacionada as ações preventivas e ao número de prisões, que aumentaram bastante no período. No primeiro semestre de 2016, 765 pessoas foram detidas. Já neste ano, 1.162 acabaram presas pela PM, o que representa uma alta de 51%. 
Cumprimento de mandados de prisão também apresentaram uma alta significativa, 66%. Além disso, a corporação observa que a reincidência ‘alimenta’ a criminalidade. 

POLÍCIA CIVIL
Na avaliação do delegado-chefe da 17º Subdivisão Policial (SDP), de Apucarana, José Aparecido Jacovós, houve uma redução de furtos e roubos, que têm como causa o trabalho preventivo das forças policiais. Porém, a reincidência, segundo o delegado, ajuda a manter o índice de criminalidade. “Em muitos casos, identificamos as mesmas pessoas, isso ocorre por causa do afrouxamento da lei em relação a casos como esses”, diz.
Além disso, Jacovós avalia que a receptação é uma das principais responsáveis pela ‘manutenção’ do crime. “Se ninguém comprasse, os bandidos não teriam motivos para furtar ou roubar”, acredita. 
Para a presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Apucarana (Sivana), Aída Assunção, é perceptível a redução de crimes graves no comércio, como os roubos, que assustaram comerciantes no ano passado. “Temos ainda um grande problema com furtos, principalmente em lojas de confecções. Em alguns casos, são notados só no final do dia e o lojista acaba nem fazendo o boletim de ocorrência, mas as características são compartilhadas, para evitar novos casos”, diz. 

Sensação de impotência e medo marcam vítimas
Apesar dos números apontarem para uma redução gradativa da criminalidade em Apucarana, quem foi vítima de furto ou roubo, em especial a residência, não tem mais a sensação de segurança. Uma analista de departamento pessoal, de 29 anos, que pediu para não se identificar, tem sido vítima constante de ladrões nos últimos anos, mesmo investindo em alarme, cerca elétrica e cachorro. Moradora do Residencial Uirapuru, teve a casa arrombada em 2014. O alarme disparou e os ladrões foram embora. 
A segunda vez, ocorreu no ano seguinte, quanto teve a televisão e o vídeo game furtados. No ano passado, entraram pela terceira vez em sua casa e levaram joias e perfumes. “E, neste mês, entraram pela janela da cozinha, mas não conseguiram levar nada. O cachorro acabou chamando a atenção e um vizinho ligou para a polícia, que conseguiu prender  os bandidos, que foram soltos no mesmo dia”, diz.
Diante de tantas ocorrências, ela está planejando mudar para um apartamento. “Não consigo mais chegar em casa sozinha, ainda mais que agora eu tenho um bebê. A sensação é de impotência e de medo”, diz.