O número de vagas à espera de um trabalhador aumentou 59% em um ano na Agência do Trabalhador de Apucarana. O número acompanha a tendência deste ano, já que o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) aponta abertura de vagas formais na cidade. A indústria de confecções, carro-chefe da economia local, lidera a busca por trabalhadores.
De acordo com dados divulgados pela Agência do Trabalhador de Apucarana, em abril de 2015 o número de vagas de emprego ofertadas era 132. Já em abril desse ano, o número saltou para 210.
Já o número de trabalhadores em busca de emprego registrados no sistema da agência se manteve praticamente estável. Em abril do ano passado eram 271 pessoas. Já neste ano, houve queda de 3%, com 263 desempregados cadastrados.
De acordo com o gerente da agência, Lucas Leugi, é possível ver uma melhora na situação econômica local através dos números. “Claro que a situação ainda não é boa, mas podemos observar que está melhor do que no mesmo período do ano passado”, ressalta.
Segundo ele, o movimento na agência tem sido menor. “Estamos registrando uma leve queda na procura. Outro dado que temos observado é uma diminuição de pessoas dando entrada no seguro-desemprego”, afirma.
Leugi aponta ainda que três setores se destacam na procura por novos trabalhadores. O principal deles é a confecção, seguida pela indústria de produção e pelo setor de vendas.
CAGED
De acordo com os números divulgados nesta semana pelo CAGED, o primeiro quadrimestre do ano foi positivo em Apucarana. Foram registradas 4.353 demissões, contra 4.412 contratações, saldo de 59 postos de trabalho criados.
O resultado poderia ter sido ainda melhor se não fosse pelo mês de abril. Após fevereiro e março com saldos positivos (44 e 92, respectivamente), abril registrou -32 vagas de emprego.
Nos primeiros quatro meses do ano, o cargo que mais criou vagas foi o de trabalhador na confecção de calçados, com 69 novos postos de trabalho. Alimentador de linha de produção vem logo atrás, com 46 novas vagas, apenas uma vaga a mais do que o cargo de bordador.
Entre os cargos que mais cortaram vagas está o de vendedor no comércio varejista, com -107 vagas. Em seguida encontra-se o cargo de motorista de caminhão, com 33 postos de trabalho cortados. Operador de caixa vem em terceiro lugar, com -25.