Oito policiais militares foram presos e outros seis conduzidos coercitivamente ontem suspeitos de envolvimento na onda de assassinatos ocorrida na noite do dia 29 de janeiro e madrugada do dia 30 de janeiro em Londrina, quando 17 pessoas morreram e 20 ficaram feridas na cidade.
Dois dos policiais presos foram indiciados por porte de munição ilegal, pagaram fiança e foram liberados. Os envolvidos serão indiciados por homicídio qualificado e fraude processual.
“Não temos a menor satisfação em prender policiais. Cada prisão de policial gera uma cicatriz na segurança pública como um todo. Os nossos policiais, todos os dias, põem sua vida em risco para defender a sociedade, em confrontos legítimos. Somente corrigindo os erros que acontecem podemos justificar e dar apoio aos bons policiais. Estamos cumprindo nosso papel”, declarou o secretário da Segurança Pública e Administração Penitenciária, Wagner Mesquita.
Foram coletadas provas de vídeo, áudio e periciais. “São provas contundentes de participação dos indivíduos presos hoje”, acrescentou Mesquita.
Embora ainda não se consiga apontar a autoria dos disparos contra as vítimas, os policiais militares investigados são suspeitos também de alterar os locais de crimes recolhendo, por exemplo, as cápsulas disparadas e até imagens de câmeras - provas que poderiam auxiliar na identificação dos criminosos.
“Esta investigação foi e está sendo bastante complexa, por ausência de indícios em locais de crime, de subtração de material que lá deveria estar, e pelo temor de testemunhas em auxiliar a polícia na elucidação”, apontou o delegado-geral da Polícia Civil, Julio Reis.
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