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Onda de assaltos e furtos assustam comerciantes na região da Vila Nova

Vanuza Borges

| Edição de 15 de julho de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Uma farmácia e uma loja de embalagens foram surpreendidas, em menos de 30 minutos, por um assaltante, que usou uma bicicleta para fugir do local. Os crimes ocorreram ontem na Avenida Minas Gerais, por volta das 10h30, na região da Vila Nova, e expõem à insegurança a que os comerciantes do local estão expostos. É comum não só relatos de assaltos, mas também de arrombamentos.

Imagem ilustrativa da imagem Onda de assaltos e furtos assustam comerciantes na região da Vila Nova

O que chama a atenção na situação de ontem, além da proximidade dos estabelecimentos comerciais, que ficam a menos de 200 metros de distância um do outro, é a reincidência deste tipo de crime. A farmácia, por exemplo, foi roubada duas vezes no prazo de uma semana. Nas duas ações de ontem, o criminoso, que fez menção de estar amado, levou o dinheiro que estava no caixa.

Na semana passada, praticamente no mesmo horário, um homem, que também portava uma arma de fogo, assaltou a mesma farmácia e fugiu de bicicleta. Minutos depois, um outro crime, com as mesmas características, foi registrado em um posto de combustível na Avenida Munhoz da Rocha, na área central de Apucarana. Nos dois assaltos, o ladrão não se preocupou em esconder o rosto e usou uma bicicleta na fuga.

Nas ocorrências de ontem, segundo uma das vítimas, o criminoso, ao se aproximar do estabelecimento, levantou a gola da blusa e tapou o rosto. “Pegou o dinheiro que estava no caixa e fugiu pela Avenida Minas Gerais sentido Vila Nova”, relata a vítima, que prefere não ser identificada.

Na farmácia, o atendente, relata que um homem encapuzado e armado, chegou e deu voz de assalto. “Ele fugiu numa bicicleta de barra circular preta”, conta. Ele, que também prefere não ser identificado, acredita que seja o mesmo autor da semana passada pela forma que agiu.

O dono de uma banca de revista no local, Carlos Lamounier avalia que este tipo de crime aumentou nos últimos meses na região. “Até pedestre é assaltado com frequência, principalmente da Rua Bayton. Semana passada, uma moça foi assaltada. Ela contou que o ladrão colocou uma faca no pescoço dela e tomou o celular”, afirma. Na fuga, o assaltante usou uma bicicleta.

Ele revela que nunca foi assaltado, mas foram diversas as vezes que tentaram arrombar a banca. “Quando percebo qualquer movimentação estranha, eu saio e vou para a rua. Também é comum ter que vir aqui à noite, porque o alarme disparou”, comenta.

O também comerciante Laurindo Senedesi, que tem uma loja de peças há 34 anos no local, já foi alvo de vários arrombamentos, duas somente neste ano. “Tirei o caixa eletrônico daqui de dentro da loja, para evitar chamar a atenção da criminalidade”, diz. Além disso, ele avalia que a impunidade faz com que a reincidência aumente. “Nos últimos meses está acontecendo direto este tipo de crime”, afirma.

Para o vendedor de espetinhos, Nésio Casturino da Silva, que já foi assaltado enquanto trabalhava, a criminalidade também aumentou. “Prende hoje e solta amanhã, desse jeito não tem como inibir os criminosos”, sublinha.