A Agência do Trabalhador de Apucarana realizou ontem um mutirão para a contratação de pessoas com deficiência por empresas da cidade. Quase 50 pessoas estiveram no órgão ao longo do dia, buscando emprego em uma das 11 empresas que participaram do projeto. O mutirão faz parte do Dia D, uma campanha nacional para atendimento a pessoas com deficiência. Em todo estado, 80 agências realizaram a atividade ontem.
De acordo com o gerente da Agência do Trabalhador, Rodrigo Lievore, a campanha foi iniciada no último dia 21 de setembro, Dia Nacional da Luta das Pessoas com Deficiência. “Fomos até a Associação dos Deficientes Físicos de Apucarana (Adefiap) e apresentamos a eles o projeto. A aceitação foi excelente, tanto é que a Agência do Trabalhador ficou lotada”, disse.
Promovido pelo Ministério do Trabalho, o Dia D tem como objetivo inserir as pessoas com deficiência no mercado de trabalho. O comparecimento de quase 50 pessoas buscando uma vaga foi considerado extremamente positivo, visto que o número de candidatos em anos passados ficou bem abaixo do esperado.
“Ficamos bastante satisfeitos com essa procura. Outro ponto positivo foi a boa receptividade das empresas, que ‘abraçaram’ a ideia e vieram participar, seja através da análise de currículos ou até mesmo realizando entrevistas presenciais”, afirmou Lievore.
Segundo a Agência do Trabalhador de Apucarana, das 11 empresas participantes, cinco fizeram análises de currículos e as outras seis realizaram entrevistas com candidatos. “O que nos anima ainda mais é que já recebemos respostas muito positivas das empresas e algumas já decidiram até as contratações que farão”, ressalta o gerente.
A maioria das empresas estão abrindo entre duas e seis vagas para pessoas com deficiência. No entanto, existem ainda algumas com ainda mais postos de trabalho. Só em uma delas, são 15 vagas em aberto. “As empresas têm bastante dificuldade em preencher essas vagas e elas acabam ficando em aberto”, diz Lievore.
BUSCA
Uma das pessoas em busca de uma recolocação no mercado de trabalho é Maura de Araújo Costa, de 24 anos. Ela é cadeirante e assim que ficou sabendo do mutirão, já garantiu a participação. “Vim de Araçatuba, interior de São Paulo, há cerca de quatro meses e, desde então, procuro um emprego. Este mutirão é uma grande oportunidade para nós”, diz.
Ela afirma que está procurando uma vaga no setor administrativo. “Trabalhei seis anos como auxiliar administrativo em Araçatuba e gostaria de uma vaga nessa área, como secretária, recepcionista ou atendente. A lei que exige a contratação de pessoas com deficiência ajuda na hora de encontrar emprego. No entanto, algumas empresas ainda acham que não somos capazes de trabalhar, o que acaba dificultando um pouco as coisas”, ressalta.
De acordo com a lei, empresas com mais de 100 funcionários são obrigadas a destinar 2% das vagas para deficientes. Com mais de 200 funcionários, a porcentagem sobe para 3%. Com mais de 500, 4%. Já acima de 1 mil empregados, a cota deve ser de pelo menos 5%.