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Operação da PF e Receita cumpre 9 mandados em Apucarana e Arapongas

DA REDAÇÃO

| Edição de 01 de dezembro de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A Polícia Federal (PF), com apoio da Receita Federal, cumpriu ontem 9 mandados de busca e apreensão em Apucarana e Arapongas. A ação visa o combate a crimes de descaminho e organização criminosa e apreendeu uma grande quantidade de eletrônicos e produtos importados. Em Apucarana, um policial militar é o principal alvo da investigação.

Conforme a PF, em Arapongas, a investigação tem por foco um grupo  que movimentou cerca de R$ 16 milhões em vendas pela internet nos últimos dois anos. Um dos líderes do esquema reside atualmente no município. “A ação objetiva o combate ao crime de comércio de eletrônicos, material de informática e telefones celulares pela internet. O investigado encontra-se estabelecido em Arapongas, anteriormente ele atuava em Maringá, mas em razão de uma ação fiscal e policial em 2017, mudou sua sede para essa outra localidade”, afirma a corporação em nota. Em relação a esse caso foram cumpridos 4 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal de Londrina, sendo 3 em Arapongas e 1 em Maringá. Nos endereços foram recolhidos documentos.
As apreensões de produtos aconteceram em Apucarana, onde o foco da operação foi fiscalizar uma série de lojas de um mesmo comerciante, que seria policial militar da ativa. Segundo a PF, a operação partiu de uma denúncia do Ministério Público estadual. “Após receber informação do Ministério Público Estadual da existência dessas empresas, cujo dono seria, na realidade, um policial militar, mas que se utilizaria de seus familiares para o funcionamento da empresa, foi instaurado inquérito policial e houve a autorização judicial para buscas”, afirma a PF.
Foram cumpridos seis mandados em lojas, parte delas na Praça Rui Barbosa e outros pontos da cidade, incluindo a residência do policial. A operação tem participação de Corregedoria da Polícia Militar e Receita Federal. 
Segundo a PF, as mercadorias apreendidas ficarão em depósito da Receita Federal, visando procedimento administrativo fiscal. Em balanço divulgado no final da tarde, a PF afirmou que foram apreendidos 107 volumes de mercadoria suspeita, boa parte nos fundos de uma loja de colchões do grupo investigado. O valor e a procedência da mercadoria serão avaliados.
Essa é a segunda operação Arapuca. A primeira aconteceu em fevereiro, quando foram apreendidos mais de R$ 1 milhão em mercadorias.
Os dois grupos investigados ontem não têm interligação.