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Operação transfere presos e retira veículos da delegacia de Arapongas

Vanuza Borges

| Edição de 31 de agosto de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Dezenove presos que estavam na carceragem de Arapongas foram transferidos ontem de manhã pelo Departamento Penitenciário do Estado do Paraná (Depen). A medida foi tomada após fugas recorrentes no local, somente neste mês foram duas. Dos transferidos, nove detentos foram encaminhados para o Minipresídio de Apucarana e outros dez para a Penitenciária Estadual de Londrina (PELII). A transferência dos presos ocorreu no período da manhã. Já no período da tarde, a movimentação em frente à carceragem foi para a remoção de cerca de vinte veículos apreendidos, que estavam estacionados em frente à unidade há meses. (ver box)

Imagem ilustrativa da imagem Operação transfere presos e retira veículos da delegacia de Arapongas

O delegado-chefe da 22ª Subdivisão Policial (SDP), de Arapongas, Marcos Fernando da Silva Fontes, explica que a transferência de presos foi feita em decorrência de uma série de problemas recorrentes na unidade, como superlotação e fugas. Os presos transferidos para Apucarana têm histórico de fuga. Já os removidos para Londrina são detentos que cumpriam pena na carceragem de Arapongas. A escolta foi feita pelos agentes do Depen e pela Polícia Militar (PM). “É uma questão complexa, que envolveu o Depen, órgãos de execução penal, Ministério Penal, Polícia Civil e Sindicato dos delegados de Polícia, para que a remoção fosse feita”, argumenta. 
Ainda segundo o delegado, o Judiciário está analisando outros casos de presos que poderão ser beneficiados com a lei de execuções penais. “Atualmente estávamos com 179 presos num espaço projetado inicialmente para cerca de 50 pessoas. Está em estudo na Sesp um projeto de engenharia para que haja correções na estrutura do prédio e, após a intervenção, possa abrigar os detentos com segurança”, diz. 
Entretanto, o delegado reconhece que o problema somente será resolvido definitivamente com a construção do Centro de Detenção Provisório, que é um pedido feito há anos por vários setores da sociedade araponguense. Inclusive, um terreno já foi doado ao Estado para edificação da obra. A unidade atual já foi interditada no início do ano em ação impetrada pela Defensoria Pública do Paraná. 
O prefeito Sérgio Onofre (PSC) observa que recentemente esteve na Sesp e foi informado que o projeto do Centro de Detenção Provisório já foi concluído. “A conclusão do projeto é um avanço. Agora, a expectativa é que seja incluído no orçamento de 2018 do Estado”, espera. 

Veículos são removidos 
Veículos apreendidos, que estavam há meses, em frente à carceragem de Arapongas começaram a ser removidos ontem. Os carros, que foram levados para o pátio da Companhia de Desenvolvimento De Arapongas (Codar), eram alvo constantemente de reclamações de moradores. “Havia um clamor público. A Câmara de Arapongas também já havia externado a preocupação em relação a esse problema. Diante disso, com apoio da Prefeitura, foram realocados para o pátio da Codar”, diz o delegado-chefe Marcos Fernando da Silva Fontes. 
Segundo o delegado, é uma solução paliativa, uma vez que já foi encaminhado um pedido para a Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp), para disponibilizar um terreno ou que seja autorizado a locação de um barracão para esse fim. “Também estamos fazendo um levantamento junto aos cartórios, para identificar a situação de cada veículo, e, assim que possível, liberar para o Judiciário para que faça leilão ou para o proprietário fazer a retirada”, comenta. 
Ainda de acordo com o delegado, a segurança será redobrada no pátio da Codar.