A Páscoa já passou, mas os ovos de chocolate continuam enchendo os corredores dos mercados de Apucarana. Os estabelecimentos registraram vendas menores neste ano e ainda aguardam um posicionamento das marcas, que deverão reduzir os preços e fazer promoções para diminuir prejuízos e zerar estoque. Na tarde de ontem, consumidores já procuravam pelos preços menores.
Gerente de um supermercado de Apucarana, José Márcio Barbosa, afirma que as vendas caíram pelo menos 10% do ano passado para este. Com isso, os corredores continuam cheios de ovos de chocolate. “Ainda não sabemos o que será feito com esses chocolates. Continuamos vendendo pelo mesmo preço, por enquanto. Todos os anos, os ovos que sobram são vendidos em promoção. Acreditamos que neste ano não deve ser diferente, mas ainda não tivemos o posicionamento oficial das empresas”, afirma.
De acordo com funcionários do setor de reposição das duas maiores empresas do ramo, uma delas já teria decidido recolher por completo os produtos. Já a outra deverá fazer uma rápida promoção antes de também retirar os produtos de circulação. Alguns mercados já fazem promoções por conta própria.
Muitos consumidores, acostumados com os anos anteriores, já estão na espera por essas promoções, sobretudo porque praticamente todos os tipos de ovos ainda encontram-se disponíveis. A costureira Carine Cividini é uma dessas consumidoras. “Vim ao mercado e aproveitei para procurar uma promoção dos ovos de páscoa. Já teve em anos anteriores, mas por enquanto não encontrei nada com preços menores. Só compro se tiver desconto”, diz.
A vendedora Ariana Virches ressalta que, por conta dos preços, não comprou o produto neste ano. “Tenho vários sobrinhos e todos eles ficaram sem ovos de Páscoa neste ano. Se tiver promoção mesmo, devo comprar”.
Apostando em preços mais acessíveis, lojas especializadas em chocolates conseguiram aumentar as vendas neste ano. Proprietário de um desses estabelecimentos, Vicente Morais explicou que as pessoas não deixaram de comprar, mas optaram por produtos com preços menores, como bombons e barras. “As vendas foram boas e inclusive cresceram neste ano, ainda que o faturamento tenha sido em média menor. Em tempos de crise, as pessoas adequaram seus gastos, mas não deixaram de dar chocolate aos amigos e família”, conta.