A Secretaria de Saúde de Arapongas confirmou na manhã de ontem a morte da servidora Elizene de Oliveira da Cruz, 54, que era auxiliar de enfermagem da UBS Petrópolis. Atuando na área desde 2012, ela começou a apresentar sintomas dia 26 de dezembro em viagem com a família – ela estava de férias – e estava internada desde o último dia 5. Marlene é a terceira profissional de saúde morta pela covid nesta semana na região. O avanço da pandemia entre os trabalhadores da área disparou nos últimos 30 dias.
Em pouco mais de um mês, a área da 16ª Regional de Saúde (RS), registrou 4 óbitos e 84 casos de covid entre profissionais da Saúde. Em 11 de dezembro, na última atualização feita pela Tribuna, a região tinha 2 óbitos e 224 diagnósticos positivos acumulados desde o início da pandemia, em março. Ontem, a região somava 6 óbitos e 308 profissionais infectados, um aumento de 37,5% nos diagnósticos positivos.
Segundo levantamento da 16 RSª, as mortes foram registrados em Borrazópolis, Apucarana e Arapongas (4). Nesta semana, além da morte de Elizene foram contabilizados os óbitos de Márcia Regina Bortolotti, 58 anos, servidora de Arapongas que estava afastada e faleceu no domingo e Silvana da Silva Belasco, 45 anos, de Apucarana. A apucaranense, que atuava na Central do Covid, morreu anteontem.
O chefe da 16 RS de Apucarana, Altimar Carletto, destaca que desde o início da pandemia, a preocupação a respeito do impacto da pandemia entre os profissionais de saúde se refletiu em medidas de contenção. “Luvas, aventais, máscaras, oxímetros, treinamentos, documentos de orientação voltado para proteção. O que não faltou foram equipamentos de segurança, o governo do estado forneceu tudo, sempre”, destaca.
Ainda assim, segundo ele, o risco de contágio acaba sendo inerente à atividade. “O que tange a possibilidade de trabalho da 16ª Regional, foi feito da melhor forma possível, mas infelizmente a nossa realidade é que o profissional de saúde acaba se expondo muito. Eles cuidam de doentes com uma alta carga viral e a exposição deles é mais intensa. Lamentamos muito, mas essa exposição à carga viral, acaba nos trazendo a essa realidade triste que o mundo inteiro está vivendo, que é a morte de profissionais da linha de frente”, comenta.
Em homenagem à servidora de Arapongas, um cortejo foi realizado ontem com saída às 9h30 do Honpar, seguindo ao Cemitério Municipal, com a presença de amigos, familiares e profissionais da saúde.