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Pandemia chega ao platô

Da Redação

| Edição de 29 de agosto de 2020 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Após um período com grande incidência de novos casos de coronavírus, a pandemia começa a se estabilizar na região. Dados apurados pela Tribuna junto aos boletins divulgados nas últimas semanas pelos municípios e pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) apontam leve redução dos novos diagnósticos no mês de agosto (veja no infográfico). De acordo com o chefe da 16ª Regional de Saúde, Altimar Carletto, a região atingiu o chamado platô da pandemia e a tendência é de estabilidade no número de novos casos antes de uma possível queda gradativa. No entanto, o médico afirma que a população deve manter os cuidados contra a Covid-19 para conter a disseminação da doença impedir que os números voltem a crescer. 
Na primeira semana de agosto, 33 pessoas morreram e 900 casos novos foram registrados na região, uma média de 128 diagnósticos de coronavírus por dia. Já a segunda semana fechou com 19 novos óbitos e 817 infectados, em média 116 por dia, uma queda de 9,25% em relação à semana anterior. 
Na semana entre os dias 13 e 20 de agosto foram 21 mortes e 738 novos casos de Covid-19, em média 105 por dia, uma redução de 9,6%. E na última semana, entre 20 a 27 de agosto, foram 11 falecimentos e 621 novos diagnósticos da doença, uma média de 88 por dia, queda de 15,8% se comparado à semana anterior. 
“Já chegamos no platô que significa uma certa estabilidade no número de casos. Chegamos em um ponto que a pandemia parou de crescer, mas os números ainda são altos, tanto os casos quanto as mortes”, afirma. 
O chefe da regional afirma que notou uma leve tendência à redução dos novos casos e novas mortes nos últimos 15 dias, contudo reitera que os números ainda são bastante altos e que não há motivo para comemorar ou para relaxar as medidas de proteção contra o coronavírus.  Nesta sexta-feira (28), por exemplo, a região registrou 175 novos casos (ver matéria nesta página).
“A tendência é que a gente tenha uma melhora, mas isso não significa que será imediata e nem significa que estamos tranquilos e podemos relaxar, esquecer que estamos em uma pandemia. Pelo contrário, tudo aquilo que estamos observando em termos de estabilidade com pequena tendência de baixa, é porque estamos nos empenhando para isso, seja com uso da máscara, álcool gel, distanciamento social, manutenção da higiene, entre outras medidas”, assinala. 
Carletto explica que os casos não diminuirão imediatamente após o platô. Segundo ele, a tendência é que os números se mantenham estáveis por duas ou três semanas até começarem a cair, contudo existe o risco de que voltem a crescer. Por isso, ele orienta a população a manter os cuidados até que a pandemia finalmente acabe. 
“Ainda não sei quanto tempo ficaremos nesse platô que é alto. Não estamos bem, estamos com números iguais ao momento que chegamos no pico. A tendência é duas ou três semanas nesse platô, a partir disso, acredito que a tendência é de uma queda leve e gradativa. Mesmo assim temos que nos manter dedicados a causa para não deixar que os números voltem a crescer”, reitera.