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Papai Noel na vida real

Fernanda Neme

| Edição de 24 de dezembro de 2015 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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O período de Natal, para muita gente, é sinônimo não apenas de correria, ceia e farta, mas de solidariedade. A prática de se doar para garantir a festa dos mais carentes mobiliza uma enorme quantidade de voluntários de entidades ou anônimos que garantem a alegria alheia.

Em Apucarana, os integrantes da ong No Name prepararam a campanha “Natal para Todos”. O presidente da organização, Alex José Corrêa, 31 anos, de Apucarana, conta que o grupo irá doar cestas básicas, leite, brinquedos, roupas, doces para famílias do loteamento José Mercadante, localizado no Jardim Ponta Grossa. Ao todo, são 100 crianças e cerca de 58 famílias beneficiadas. “Além de tudo isso, vamos doar o mais im

O primeiro ato da campanha, entretanto, aconteceu no último sábado no Hospital da Providência. “A gente já trabalha lá faz mais de um ano e mandamos fazer cem minis panetones para distribuir no local ao som de músicas natalinas”, ressalta. Vale lembrar que a turma da ong tem o projeto Alegria de Plantão, que leva esperança a pacientes a cada 15 dias.

Em Arapongas, o grupo de amigos da chamada Creche do Nardo também se mobiliza nesta época do ano. Quem conta é o aposentado Paulo Mantovani, 66 anos, que participa do grupo há 10 anos. “Somos em 40 amigos e realizamos todos o mês de outubro o evento Oktobercreche, uma costelada de chão, que visa arrecadar dinheiro para a compra de presentes para crianças carentes no Natal e entidades da cidade”, conta.

Neste ano, o grupo comprou 75 bicicletas. “É uma satisfação poder colaborar com essas crianças e contribuir para um Natal mais feliz”, acredita.

Quem também faz parte desta turma solidária são funcionários e fornecedores da Associação das Indústrias de Bonés e Brindes (Assibbra). Há 15 anos, esse pessoal torna o Natal de diversas crianças mais feliz. O presidente da entidade Adalto Fonseca, 51 anos, conta que são doados brinquedos para alunos de creches de Apucarana.

Os voluntários se dividem sem três equipes que se espalham por todas as regiões da cidade. Cada equipe tem alguém que se veste de Papai Noel para tornar o momento ainda mais emocionante. “Virou uma tradição da associação realizar o Natal solidário. É muito gratificante ver o sorriso de cada criança ao receber atenção e presentes”, relata.

Presentes para 4 mil crianças em Ivaiporã

Para um grupo de amigos de Ivaiporã da Paróquia Santíssima Mãe de Deus, há 12 anos, a tradição natalina é se vestir de Papai Noel e doar brinquedos às crianças carentes da cidade. Neste ano foram presenteadas 4 mil nos bairros e na área rural. Para comprar os presentes, o grupo arrecadou cerca de R$ 14 mil através de doações voluntárias e promoções da ong Grêmio Recreativo Esportivo que também é parceira do grupo.

Para a entrega dos presentes, realizada no último domingo, foram mobilizadas pelo menos 40 pessoas, dez deles se vestem de Papai Noel.

O empresário Laércio Rurato é um dos membros do grupo e diz que o trabalho é gratificante. “A sensação é a maior possível. Só a felicidade de ver uma criança recebendo o presente traz muita satisfação e alegria. Para eles, embora seja um pequeno gesto, as crianças se sentem muito gratas”, comenta Rurato.

Silvestre Daufenbach diz que se sente muito feliz no personagem de Papai Noel. “Toda criança merece viver o encantamento do Natal. O nosso trabalho é levar essa alegria também para as crianças mais carentes. Mas o mais importante é que além do brinquedo passamos para eles a mensagem cristã do Natal, que é o amor e a solidariedade”, completa Daufenbach. (Ivan Maldonado)

Imagem ilustrativa da imagem Papai Noel na vida real

Iniciativa completa 5 anos no Jd. Interlagos

Há cinco anos um grupo de 20 moradores do Residencial Interlagos, em Apucarana, se reúne em dezembro para fazer a alegria da criançada, sempre às vésperas do Natal. Neste ano, mais de 200 brinquedos foram distribuídos, tudo com dinheiro arrecadado através dos colaboradores. Além de presentes, as crianças ganham uma festa com bolo, salgados, doces, com espaço para brincadeiras com cama elástica e dinâmica.

A ideia de proporcionar um Natal mais divertido às crianças foi do morador do bairro, Laércio Constantino da Silva, 42 anos. Ele recorda que durante a infância seu único brinquedo era um tratorzinho de madeira confeccionado pelo pai. Já as meninas se divertiam com bonecas feitas com espigas de milho.

“Certa vez lembrando da minha infância me bateu uma vontade de presentear as crianças no Natal, então no primeiro ano peguei metade do meu 13º salário em comprei tudo em doces e distribui para as crianças. Foi uma sensação tão boa, tão gratificante que até chorei. Então comecei a reunir mais pessoas para ajudar”, conta.

O objetivo agora é ampliar a rede de colaboradores para que o próximo ano mais crianças sejam presenteadas. “Seria incrível se todas as comunidades fizessem o mesmo. Eu mesmo só pretendo parar quando Deus me levar”, assinala. (Cindy Annielli)