O Ministério das Cidades anunciou no final de março deste ano a liberação de uma cota de mais 35 mil casas rurais do Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR) para todo o Brasil. A Cohapar, a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento e a Emater estão articuladas para auxiliar as prefeituras para trazer ao Paraná a maior parcela possível das unidades disponibilizadas em todo o País.
Após o comunicado, os órgãos estaduais envolvidos começaram as articulações visando auxiliar as prefeituras na apresentação de novos projetos para captação de recursos para o Estado. “Vamos dar total suporte aos municípios para que o maior volume possível de moradias sejam destinadas ao Paraná”, diz o presidente da Cohapar, Abelardo Lupion,
Para isso, o governo estadual e prefeituras devem apresentar projetos que se enquadrem nos novos critérios estabelecidos pelo governo federal até 30 de abril. Após este prazo, as propostas serão analisadas pelo Ministério das Cidades e, em caso de aprovação, encaminhadas ao agente financeiro para liberação dos recursos e contratação em até 90 dias.
Os produtores rurais Lauro e Santina Huf, de Laranjeiras do Sul, no Centro-Oeste do Estado, viviam em uma casa de madeira já desgastada pelo tempo. Hoje essa casa serve de galpão. No final do ano passado, graças ao programa em parceria do governo estadual, governo federal e município, Lauro e Santina receberam um presente de alvenaria, construído bem na entrada da propriedade, de pouco mais de dois alqueires, onde vive o casal.
Os beneficiados têm subsídio para a construção e pagam apenas 4% do valor do imóvel, dividido em quatro parcelas anuais. O programa atende agricultores familiares e também famílias de quilombolas, indígenas, pescadores artesanais e ribeirinhos com renda bruta anual de até R$ 17 mil.
Com 46 metros quadrados, a nova casa de Lauro e Santina tem dois quartos, sala, cozinha, banheiro e lavanderia. “Foi entregue nos trinques”, conta o agricultor. “O pedreiro caprichou e a residência ficou completinha, já com móveis, pintada e com tudo que a gente precisa. Foi pegar nossas coisas, entrar e morar”, conta ele.