O governador Beto Richa participou ontem, na fazenda Esteirinha, em Goioerê, no Centro-Oeste, da abertura nacional do plantio da soja. O evento tradicional é do projeto Soja Brasil e marca simbolicamente o início da nova safra 2017/2018. Richa comandou uma das máquinas e fez o plantio das primeiras sementes do Estado.
O Paraná é o segundo maior produtor e a estimativa é que a área de plantio seja ampliada em 3% nesta safra, passando de 5,2 milhões de hectares para 5,4 milhões de hectares. “O Paraná é o Estado com maior produtividade de soja do Brasil", destacou Richa.
De acordo com o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, a soja é o principal ativo da economia nacional e paranaense, representando 22% de tudo que o Estado produz. “Ela tem o valor de encorpar a cadeia produtiva paranaense”, disse Ortigara.
Organizada pela Associação dos Produtores de Soja do Brasil (Aprosoja) Brasil, Aprosoja Paraná e Canal Rural, abertura nacional do plantio de soja reuniu especialistas de diversos segmentos e mais de 500 produtores do Paraná e de outros estados.
O Paraná foi escolhido para receber o evento pela sua expressividade produtiva, de acordo com o presidente da Aprosoja Brasil, Marcos da Rosa. “É um estado importante no cenário nacional e tem uma grande representatividade no PIB do Brasil”, declarou Rosa. “Aqui o produtor utiliza muito bem a tecnologia, tem um misto de produtores de vários portes, o que representa bem a qualidade agrícola do Brasil”, acrescentou.
PROJEÇÃO
Apesar da ampliação da área, a projeção de produção na safra 2017/2018 em condições normais de clima é de 19,5 milhões de toneladas - 2% menor que na safra 2016/17, que teve desempenho acima da média. “Esperamos que o resultado seja tão satisfatório quanto em 2016/2017 pois o Paraná tem espaço para que, com tecnologia e a colaboração do clima, a supersafra se torne habitual”, afirmou o diretor do Departamento de Economia Rural da Secretaria da Agricultura, Francisco Simione.
O plantio da soja no Paraná foi liberado no dia 11 de setembro, quando encerrou o vazio sanitário estabelecido pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). (AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS)