Policiais civis e militares do Paraná estão no Rio de Janeiro para compor a Força Nacional de Segurança Pública para a Olimpíada 2016. São cerca de 250 homens. A mobilização policial, que começou ontem, a exatos um mês do início dos Jogos, é considerada a maior da América Latina e uma das principais da história do Brasil.
Foram recrutados 4,5 mil agentes de todos os estados, além de integrantes das polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro -estes responsáveis pelo patrulhamento na cidade - e mais 38 mil oficiais do Exército brasileiro, chegando a 85 mil homens. O trabalho vai até o fim das Paralimpíadas, no dia 18 de setembro.
O efetivo paranaense foi selecionado entre os policiais que frequentaram a Instrução de Nivelamento e Capacitação (INC), promovida pelo Departamento da Força Nacional de Segurança Pública.
Para efeito operacional, o planejamento de segurança dividiu as instalações esportivas em quatro zonas olímpicas. Cada uma corresponde a uma Região de Força Nacional. A responsabilidade por uma das áreas mais importantes, famosas e sensíveis no aspecto da segurança coube ao tenente-coronel Nelson Argentino Soares Júnior, com 30 anos na corporação.
O tenente-coronel Soares estará à frente da Zona Copacabana, que engloba cinco instalações olímpicas, e mais todas as provas de rua (ciclismo, maratona, triatlo e marcha atlética), que são as mais expostas ao público.
Desde o atentado em Munique (1976), que causou a morte de 17 pessoas, entre atletas, terroristas, treinadores e policiais, a defesa se tornou um dos principais pontos do planejamento olímpico. Com a avalanche de ataques terroristas, o alerta é máximo no Rio e tem exigido um robusto reforço nos bastidores dos Jogos.
Apenas para o setor de inteligência, 80 agentes das polícias Civil, Militar e do Departamento de Inteligência do Paraná (Diep) foram cedidos pela Secretaria da Segurança Pública e Administração .