O secretário Estadual de Saúde, Beto Preto, afirma que o desafio do Estado agora é justamente o reordenamento do sistema para a reabilitação de sequelados com o pós Covid, incluindo atendimento psicológico. “Seja no âmbito cardiopulmonar, muscular, enfim, precisamos pensar em estratégias. Aguardamos o Ministério da Saúde, mas já estamos trabalhando com essas hipóteses”, afirma.
De acordo com o secretário, o Paraná também se organiza para dar atenção à saúde mental da população no pós-pandemia. “Após um ano e meio de pandemia, muitas pessoas perderam familiares. Precisamos pensar também em tentar ampliar o acesso a área da saúde mental, em respeito a todos que perdem pessoas”, assegura.
Psicólogo Glayson Reis, de Apucarana, observa que a mudança brusca de rotina que a pandemia causou na vida e no trabalho das pessoas trouxe impactos também para a saúde mental. “Tenho observado em consultório, um aumento muito grande de pacientes com transtorno depressivo, ansiedade ênfase na síndrome do pânico e estresse pós-traumático tanto em pacientes com experiência em relação a perdas de pessoas próximas ou a própria contaminação”, comenta.
O sofrimento psicológico ocorre tanto de forma direta quanto indireta, acarretando transtornos também em pessoas que não foram contaminadas pela doença. “O medo de contrair o vírus é muito grande e esse transtorno de ansiedade se instalou da mesma forma, em alguns casos até mais intenso do que em pacientes que contraíram o vírus”, afirma o psicólogo.