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Paraná registra 210 mortes em confrontos no primeiro semestre

DA REDAÇÃO

| Edição de 26 de agosto de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Levantamento do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), divulgado ontem, aponta para um aumento de 14,13% no número de mortes em confrontos com policiais civis e militares e guardas municipais no primeiro semestre de 2021 em todo o estado. No total, foram 210 vítimas, contra 184 registradas no mesmo período do ano passado. 

Não houve registro de mortes causadas por policiais civis, enquanto duas foram originadas em confrontos com guardas municipais, ambas em Curitiba  Já no que diz respeito aos confrontos com policiais militares, houve 208 mortes, o que representou um aumento de 13,66% em relação ao primeiro semestre de 2020, com 25 mortes a mais.
Os municípios com maiores registros de mortes são Curitiba, com 45 óbitos, seguido de Londrina (16), Piraquara (11) e Colombo (10). Em Arapongas, segundo levantamento do Gaeco, foram computadas seis mortes. Apucarana registrou uma morte.
Em todo estado, nos confrontos com policiais militares, 104 vítimas (50%) eram pardas, 15 (7,2%) negras e 89 (42,8%) brancas. Em relação à faixa etária, 111 vítimas (53,36%) em confrontos com PMs tinham de 18 a 29 anos, e 81 (38,94%) tinham de 30 a 59 anos. Além disso, houve 11 vítimas (5,29%) na faixa de 13 a 17 anos, duas (0,96%) com 60 anos ou mais e três (1,44%) com idade não registrada.
No mês passado, representantes do MPPR e da Polícia Militar do Paraná reuniram-se para discutir, entre outros temas, possíveis medidas para diminuir esses índices. Relato desse encontro pode ser acessado no site institucional.  O controle estatístico das mortes em confrontos policiais pelo Gaeco faz parte de estratégia institucional de atuação do MPPR com o objetivo de contribuir para diminuir a letalidade das abordagens conduzidas pela polícia.