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Paraná supera 42 mil casos de dengue

Agência Estadual de Notícias

| Edição de 11 de maio de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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A Secretaria de Estado da Saúde ontem na reunião da Comissão de Infectologia, os números da dengue no Paraná e os dados técnicos da vacina que o Governo do Estado pretende disponibilizar à população paranaense ainda este ano. Ontem, mais cinco municípios passaram a integrar a lista das cidades com epidemia da doença: Santa Izabel do Oeste, Jesuítas, Astorga, Ouro Verde do Oeste e Toledo. Em todo Paraná são 42 mil casos confirmados da doença.

Imagem ilustrativa da imagem Paraná supera 42 mil casos de dengue

A comissão, coordenada pela Secretaria da Saúde, reúne representantes de sociedades profissionais, conselhos de classe e instituições ligadas à área de infectologia. Mensalmente, o grupo discute estratégias para prevenção, controle e tratamento de doenças infecciosas.

“Por ser algo inovador, trouxemos à reunião informações importantes sobre a vacina da dengue para que o grupo possa contribuir na definição das estratégias da campanha e na análise futura dos resultados obtidos com a imunização no Paraná”, disse o diretor geral da Secretaria de Estado da Saúde, Sezifredo Paz, que coordenou o encontro.

A gerente médica de dengue da Sanofi Pasteur, Denise Alves Abud, apresentou as características da única vacina contra a doença disponível no mercado. Ela destacou o impacto que a doença tem hoje no mundo e a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) em reduzir, até 2020, a mortalidade pela doença em 50%.

Denise ressaltou o estudo da OMS, que relata que metade da população mundial vive em área endêmica de dengue. A pesquisa aponta que cerca de 390 milhões de pessoas são infectadas anualmente pela doença, com o registro de 500 mil casos graves e a morte de 2,5% dessas pessoas.

“A produção da vacina levou 20 anos de estudos e pesquisa de campo e tem eficácia comprovada para o público entre nove e 45 anos com a chance de reduzir em 66% o número de casos de dengue, em 94% o número de casos graves e em até 81% o numero de internações pela doença”, explicou a médica.

Segundo Denise Abud, a adoção da estratégia de imunizar a população se soma a todas as demais estratégias de controle do mosquito transmissor, capacitação profissional e investimento em assistência, que não têm sido suficientes para reduzir o impacto da doença no mundo.

“Somente em assistência, a dengue custa anualmente ao Brasil cerca de 1,2 bilhão de dólares e outros 600 milhões para o controle do vetor. Então a possibilidade de trazer essa ferramenta da vacina deverá ter um impacto socioeconômico muito grande, porque já temos a comprovação de que o investimento a ser feito traz um benefício concreto à população”, disse Denise.confirmou 42.094 casos de dengue no Paraná.

ESSENCIAL

Para o médico infectologista Alceu Pacheco, diretor do Hospital Oswaldo Cruz, a oportunidade de discutir a estratégia de vacinação é essencial. “A comissão recebeu informações importantes e vai poder interferir, sob o ponto de vista epidemiológico nas decisões sobre o público e as cidades que receberão as vacinas”.

Infecções por zika vírus totalizam 278 casos

No novo informe semanal divulgado ontem a Secretaria estadual da Saúde confirmou que cinco municípios atingiram nesta semana o índice epidêmico (300 casos por 100 mil habitantes): Santa Izabel do Oeste, Jesuítas, Astorga, Ouro Verde do Oeste e Toledo.

Em Paranaguá, os números reduziram, apresentando agora 13.683 confirmações. Dentro da força-tarefa que está sendo realizada no município, uma equipe ficou responsável pela notificação e anális278 casos entre agosto de 2015 e abril de 2016. e de casos no sistema.

“Alguns casos estavam registrados mais de uma vez. Com a mobilização da equipe, os registros foram analisados e corrigidos, fazendo com que os números de notificação e confirmações diminuíssem em comparação com a semana anterior”, explica a chefe da Vigilância Ambiental, Ivana Belmonte.

O boletim confirmou ainda novas mortes em Paranaguá (3), Foz do Iguaçu (1) e Maringá (1). Desde agosto do ano passado, já são 47 óbitos causados pelo vírus da dengue no Paraná.

Quanto à infecção por zika vírus, foram confirmados no Estado 278 casos entre agosto de 2015 e abril de 2016. No mesmo período, registrou-se 60 casos de febre chikungunya.

Na região, Ivaiporã mantem-se como município com maior número de casos (154), seguido por Apucarana (73) e Arapongas (60).