Até 28 de fevereiro, a pesca em rios do Paraná, a espécies nativas, tais como dourado, lambari, bagre, jaú e pintado, entre outras, estão protegidas por lei. Nesses próximos quatro meses de piracema não é permitido pescar para consumo e nem para comercializar. No Vale do Ivaí, além da intensificação da fiscalização por fiscais do Instituto Ambiental Paraná (IAP) e da Polícia Ambiental, 16 pescadores do Porto Ubá, em Lidianópolis que participam da Patrulha Ambiental do Rio Ivaí também colaboram para restringir a pesca na região no período.
Segundo o diretor regional do escritório do IAP de Ivaiporã, Maurílio Villa, a piracema é um período natural de reprodução dos peixes de água doce, que ocorre em ciclos anuais no período de chuvas. “A restrição de pesca serve para garantir ciclo de vida dos peixes e assegurar a renovação dos estoques pesqueiros para os anos seguintes”.
Villa alerta que ao descumprir a legislação a pessoa que for pega em flagrante terá o pescado e os equipamentos apreendidos, além de levar multa que varia de R$ 700 a R$ 100 mil, com acréscimo de R$ 20 por quilo de peixe encontrado e ainda enquadrado na lei de crimes ambientais. “É bom lembrar que a fiscalização é no Rio Ivaí e todos seus afluentes. Não é porque o Rio Pindauva, o Rio Alonso ou Rio da Bulha são menores que não serão fiscalizados. Teremos fiscais por toda a região”, assinala Villa.
A pesca predatória e outros crimes ambientais podem ser denunciados no escritório regional do IAP em Ivaiporã, Força Verde em Apucarana, Patrulha Ambiental do Rio Ivaí, no Porto Ubá ou através do disque denúncia 0800 643-0304.
PATRULHA AMBIENTAL
Para auxiliar a proteger o meio ambiente há seis anos um grupo de pescadores do Porto Ubá criou a Patrulha Ambiental do Rio Ivaí que, além de realizar palestras nas escolas e arrastões ecológicos nos rios, no período da piracema também auxilia IAP e Força Verde na fiscalização.
De acordo com o pescador e também patrulheiro Valdir Batista, durante a piracema, todas as semanas a Patrulha Ambiental percorre da localidade de Porto de Areia, que fica em Ivaiporã até a Prainha, em São João do Ivaí. “Saímos em dois ou três em cada barco procurando redes, espinhel ou qualquer material de pesca. Se encontramos, retiramos o material, notificamos o dono e encaminhamos para o IAP e Força Verde”, explica.
Batista lembra que no ano passado foram várias apreensões e notificações. “Só na localidade de Capim Fino nós fizemos uma apreensão de 40 tocos de rede de 10 a 15 metros, e 100 redes de 60 metros”, comenta.
Ele diz que também seria importante que os proprietários de sitios, as margens dos rios proibissem a entrada de pescadores nas propriedades no período de piracema. “Com isso, evitaria que muitos pescassem de forma irregular nesse período”, completa Batista.