Com o uso de luminol, substância que permite a identificação de sangue em pontos invisíveis a olho, peritos da seção técnica do Instituto de Criminalística de Londrina identificaram ontem manchas de sangue nas paredes da casa dos suspeitos do crime que tiraram a vida do adolescente Udson Evandro Leal Magri, 15, de Jardim Alegre.
Quando chegaram à casa, na Avenida Brasil, em Jardim Alegre, os peritos perceberam que as manchas de sangue foram limpas e os móveis retirados antes da chegada da polícia. Segundo a perita Odete Marquini, os móveis poderiam servir de anteparo para os respingos de sangue, e a limpeza do assoalho também foi muito bem feita. “Mesmo assim, encontramos vestígios na parede de um quarto, no corredor e na porta da sala. Na porta foi onde encontramos maior quantidade, onde possivelmente o crime ocorreu”.
Os suspeitos do assassinato, Maurício de Oliveira, 34, e Eudner Dutra Santos, 19, conhecido como Dinei, foram presos em Mandaguari na última segunda-feira, e se encontram detidos em Ivaiporã.
Conforme o delegado Gustavo Dante, esta é mais uma etapa da investigação que corrobora o envolvimento dos suspeitos no crime. “Confirmou a nossa suspeita que o Hudson tinha sido morto na casa. Isso vai ajudar muito nas investigações, até porque a versão apresentada pelos dois é totalmente incompatível com a forma como a vítima foi mort”.
O cadáver do adolescente foi encontrado no último sábado com os pés e mãos amarradas com arame, no Rio Ivaí, a 15 quilômetros da ponte do Porto Ubá, em Lidianópolis.