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Pesquisa aponta que 62,5% das estradas precisam de melhorias no Paraná

Fernando Klein

| Edição de 17 de novembro de 2022 | Atualizado em 17 de novembro de 2022
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A 25ª Pesquisa CNT de Rodovias, realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), aponta que 62,5% das estradas do Paraná são consideradas regulares, ruins ou péssimas. Segundo o levantamento, divulgado na semana passada, 37,5% da malha viária do Estado foi classificada como ótima ou boa. Das cinco rodovias que cortam a região pesquisadas pela CNT, três foram apontadas como regulares e duas como boas ou ótimas.

No Paraná, a equipe da CNT percorreu 6.374 km de uma malha rodoviária de 16.068,49 km, sendo 3.862,7 km federais e 12.205,79 km estaduais, pouco menos de 40% das rodovias do Estado, sem levar em conta as rodovias municipais. 

As principais falhas apontadas no levantamento estão relacionadas à pavimentação, sinalização, geometria de via e ou a existência de pontos críticos.

Duas rodovias federais da região, que eram pedagiadas até o final de 2021, foram aprovadas na avaliação. A BR-369, entre Apucarana e Arapongas, foi classificada como ótima, enquanto a BR-376 entre Apucarana e Ponta Grossa como boa. A PR-444, entre Arapongas e Mandaguari, foi considera regular. A mesma classificação das PR-466 e PR-272, na região de Ivaiporã e Mauá da Serra.

O resultado da pesquisa confirma a avaliação do caminhoneiro André Gustavo Pereira, que vem rodando ultimamente apenas nas rodovias do Norte e Noroeste do Estado. “Nessa região, as estradas estão boas. Por estar sem pedágio, sem precisar pagar, está até em bom estado de conservação”, diz Pereira, que é caminhoneiro desde 2009. 

O índice de rodovias boas ou ótimas do Paraná ficou acima da média nacional, que foi de 34%. “Em cerca de dez dias iremos completar um ano do término do programa de concessões rodoviárias do Paraná. Mais de 2,5 mil quilômetros de rodovias deixaram de ser administradas por concessionárias de pedágio e retornaram para a gestão do Governo do Paraná e da União”, destaca o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), Alexandre Castro Fernandes.

Segundo ele, o resultado da pesquisa reflete o atual cenário das rodovias estaduais após a administração das concessionárias. “Isso marcou o fim da cobrança das mais altas tarifas de pedágio do Brasil, mas também a necessidade de licitar e contratar os serviços de conservação destas rodovias, em sua maioria os principais corredores logísticos do Paraná, com grande tráfego de caminhões escoando nossa produção agropecuária e transportando produtos. A situação, obviamente, impactou o índice paranaense na pesquisa CNT, especialmente das rodovias federais do Anel de Integração”, explicou.

Visando garantir a qualidade do pavimento e a preservação da faixa de domínio das rodovias estaduais que deixaram de ser concedidas, o DER/PR licitou e contratou serviços de conservação pelo programa Integra Paraná, em vigência desde dezembro de 2021, atendendo 964,52 km de rodovias, e com prazo de execução até dezembro de 2023. (COM AEN)