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Pesquisa aponta que região pode ficar até 5,4 graus mais quente em 25 anos

Renan Vallim

| Edição de 16 de outubro de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Paraná poderá apresentar dias mais secos e temperaturas mais altas nos próximos 25 anos. De acordo com projeções anunciadas nesta semana, a região de Apucarana poderá, nesse período, ficar até 5,4 graus celsius mais quente e com índice de chuvas até 12,7% menor. Os dados são de um estudo inédito, que avaliou a vulnerabilidade de 399 municípios paranaenses à mudança do clima.

A pesquisa, coordenada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), faz parte do projeto Vulnerabilidade à Mudança do Clima, feito em parceria com o Ministério do Meio Ambiente. A cidade da região apontada com maior expectativa de aumento de temperatura é Arapongas, que em 25 anos pode ter um acréscimo de 5,4 graus em sua temperatura máxima.

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Oito municípios devem ter acréscimo de 5,3 graus no mesmo período. Para outros oito, o acréscimo apontado na pesquisa é de 5,2 graus. O menor aumento, de acordo com a Fiocruz, deve ocorrer nos municípios de Rio Branco do Ivaí e Rosário do Ivaí. Nessas cidades, a alta deve ser de 4,8 graus.

A maioria dos municípios deve ter um decréscimo no índice de chuvas de mais de 10% nesse período. A maior redução do índice pluviométrico deve ser em Lunardelli, com 12,7%. Godoy Moreira vem logo atrás, com índice 12,5% menor. Borrazópolis ficou com queda de 12,4%.

Em Apucarana, o índice pluviométrico deve cair 9,3%. Em Arapongas, a estimativa é de 9%. Em Ivaiporã, 10,3%. Os menores índices ficaram com Mauá da Serra (0,6%), Rosário do Ivaí (2,2%) e Faxinal (3,1%).

ESTUDO

O Paraná foi o estado escolhido para representar o sul do país no projeto, que também avalia a vulnerabilidade dos municípios à mudança do clima em outros cinco estados: Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Maranhão e Pernambuco.

Para a realização do estudo são consideradas informações sobre a realidade social, econômica, ambiental e de saúde atual dos municípios do estado, que são associadas a dados de previsões para o futuro do clima. A proposta não é avaliar de forma comparativa somente as cidades mais vulneráveis às possíveis alterações climáticas, mas também identificar quais são estas vulnerabilidades. A partir da combinação e análise dessas informações, é possível calcular o Índice Municipal de Vulnerabilidade (IMV).

As previsões indicaram que os municípios do norte do estado foram os mais expostos à mudança do clima, devido ao clima mais seco nesta região e a destruição da vegetação nativa. O aumento da temperatura pode chegar a até 5,6°C no estado, além de uma diminuição de 18% no volume de chuvas.

As previsões feitas na pesquisa indicam impactos diretos nos municípios paranaenses. Dentre eles, está a proliferação de vetores, como o Aedes aegypti e, consequentemente, o aumento no número de doenças por causa da elevação da temperatura.

Outra consequência apontada é a possível diminuição da biodiversidade, em virtude das alterações no ciclo reprodutivo de plantas e animais. Também é importante destacar os efeitos da mudança do clima na agricultura.