Mais de 41 anos, ensino médio completo e empreendedoras de negócios voltados para complementação da renda familiar. Esse é o perfil das mulheres integrantes do Programa de Economia Solidária e Protagonismo Feminino da Prefeitura de Apucarana. Com mais de 1,3 mil mulheres capacitadas, o programa ganhou um diagnóstico feito pela Universidade Estadual do Paraná (Unespar).
O estudo, que ouviu 166 empreendedores solidários, foi apresentado ontem prefeito Júnior da Femac pelos professores Tânia Terezinha e Rafael Durto, do Centro de Ciências Sociais Aplicadas e pelo Colegiado de Ciências Econômicas do Campus de Apucarana.
Pela amostragem, o programa é integrado majoritariamente por mulheres (93,37%), sendo que 80% do total de integrantes têm idade superior a 41 anos. “O programa foi implementado em 2014 pelo ex-prefeito Beto Preto tendo como objetivo ser uma válvula aberta para atender mulheres em situação de violências, sobretudo a doméstica. Veio para dar independência econômica, empoderamento e protagonismo. Com muito trabalho, fomos além. E ter esses dados agora faz com que consigamos mensurar com mais clareza o salto que conseguimos dar ao longo destes anos. É uma mostra robusta que nos informa ainda que, apesar das conquistas, temos muito a avançar”, assinalou o prefeito Júnior da Femac.
Com o diagnóstico em mãos, disse ele, “será possível a administração municipal aprimorar métodos e definir novas ações”.
Outros dados da amostragem revelam que 62,65% têm a atividade de economia solidária como uma complementação de renda. Já para 12,05%, a modalidade é a única fonte de renda da família. Atualmente a iniciativa figura com 15 espaços para comercialização compartilhados cedidos pela administração.
A partir do levantamento, informou a professora Tânia Terezinha, surgiu a ideia da elaboração de uma formação continuada para as pessoas capacitadas na economia solidária. “O curso foi formatado e terá sua primeira turma iniciando neste dia 14 de março, às 14 horas, na Unespar Apucarana”, anunciou. De acordo com ela, a capacitação terá com foco na qualificação e fomento da geração de renda para a rede de mulheres solidárias. “Ao trazermos este público para dentro do espaço universitário, também pretendemos incentivar um crescimento acadêmico. “Quem sabe fazer um vestibular. Por que não iniciar uma faculdade?”, ilustrou a professora.
De acordo com a amostragem, das pessoas que integram o programa de economia solidária 23,49% têm ensino superior completo e 15,06% incompleto, 27,11% o ensino médio completo e 12,05% incompleto, 8,43% o ensino fundamental completo e 12,05% o incompleto, sem escolaridade 1,2% e 0,6% outras formações.
62% das participantes da rede solidária empreendem para complementar renda familiar