O Produto Interno Bruto (PIB) da região ultrapassou a marca de R$ 12,6 bilhões em 2018, de acordo com o levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O valor é 0,3% maior do que o do ano anterior, que ficou quase R$ 40 milhões abaixo. Apesar do desempenho positivo, alguns municípios, como Apucarana e Arapongas, registraram queda, o que não é visto como algo alarmante pelos economistas.
O maior PIB da região é de Arapongas, com R$ 4,295 bilhões em 2018. No entanto, o valor é 4,1% menor do que em 2017, quando ficou em quase R$ 4,480 bilhões. Em segundo lugar aparece Apucarana, com R$ 3,118 bilhões, redução de 1,6% frente aos R$ 3,168 bilhões do ano anterior. Na sequência aparece Ivaiporã, com PIB de R$ 820,5 milhões, alta de 8,6% no comparativo com os R$ 755,4 milhões de 2017.
A maior queda percentual no PIB da região foi em Cambira, com 7,7%. O município passou de R$ 186,2 milhões para R$ 171,9 milhões. Ao todo, seis municípios tiveram queda no volume de riquezas produzidas. Já o quem mais aumentou o PIB foi Borrazópolis, com 27,4%, indo de R$ 166,2 milhões para R$ 211,8 milhões. No total, 21 cidades tiveram crescimento do PIB em 2018 na região.
A redução nos valores do PIB em algumas cidades não é tão alarmante quanto pode parecer, explica o economista e professor do campus de Apucarana da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), Rogério Ribeiro. “É natural que alguns municípios tenham registrado queda. Ela é reflexo de toda a conjuntura nacional. Ou seja, a causa não é local ou regional. Mas não é para se assustar, pois sabemos que essa conjuntura de 2018 foi superada em 2019. Claro que, em 2020, houve um novo baque, por conta da pandemia do coronavírus”.
“Se considerarmos o PIB desde 2010 até 2014, houve um crescimento sempre acima dos 10%, desconsiderando a inflação do período, que se manteve baixa. Apucarana mesmo chegou a mais de 17% de alta em 2013, por exemplo. Foi uma época de grande prosperidade econômica, que começou a retroceder a partir de 2015, quando o país começou a passar por uma crise fiscal”, diz ele.
Rogério afirma ainda que os resultados são positivos, em relação ao panorama do Brasil. “Apesar do desempenho aquém do ideal, a economia local tem conseguido manter um desempenho bom diante do cenário que tivemos nos últimos anos, em comparação com o panorama nacional. Por isso, não é um dado muito alarmante, se considerarmos o tamanho da queda na economia brasileira”, ressalta.