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Piso da categoria não é atrativo, afirma Stivar

DA REDAÇÃO

| Edição de 19 de fevereiro de 2022 | Atualizado em 17 de março de 2022

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A presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário de Apucarana e Região (Stivar) Maria Leonora Batista afirma que a falta de profissionais é um problema antigo que foi agravado pela pandemia. Ocorre que o piso salarial da categoria não é dos mais atrativos e muitos profissionais qualificados têm migrado para a informalidade como forma de aumentar a renda. 

“O setor de costureiras não quer trabalhar com carteira assinada porque as empresas só querem pagar o piso de R$ 1,6 mil. Trabalhando em facções informais elas ganham duas vezes mais do que com registro”, afirma. 
Leonora assinala que o sindicato briga pela elevação do piso salarial da categoria, bem como uma espécie de plano de carreira para categoria, mas tem encontrado dificuldades. “As empresas dizem que os funcionários que produzem mais recebem um pouco mais, mas vejo que isso é bem raro. Esse piso de R$ 1,6 mil seria mais para quem está aprendendo. Uma pregadeira de bico, por exemplo, ganha até R$ 150 por dia trabalhando na informalidade, e na indústria o salário é entre R$ 1,8 e R$ 2 mil”, afirma.