Na manhã de ontem foi oficialmente lançado o Plano Municipal de Segurança Pública de Arapongas, com a proposta de integrar as forças de segurança da cidade. Uma das principais medidas que deverão ser implementadas pelo plano é a criação de uma rede de apoio a vítimas de crimes graves. A Prefeitura quer tornar a elaboração do plano uma proposta municipal, que deverá ser realizada anualmente.
Durante o lançamento, o secretário de Segurança, César Vinicius Kogut, resumiu que a medida busca viabilizar ações integradas na área da segurança pública. “O plano trará a certeza de uma segurança efetiva e pautada nas necessidades reais da comunidade, através da integração de forças. O papel da Secretaria de Segurança Pública será o de facilitar essa integração. Arapongas é a única cidade do Paraná a trazer esta inovação para o setor”.
Uma das inovações será a criação da Rede de Apoio e Referência à Vítima (Remar). Esta rede oferecerá, através da Secretaria Municipal de Ação Social, apoio psicológico, jurídico e social a vítimas de crimes violentos. “O objetivo é dar suporte aos cidadãos. Muitos que passam por essa situação sofrem com sequelas. Muitos não dormem à noite ou têm medo de sair de casa. Queremos fazer com que essas pessoas voltem a viver uma vida normal”, disse Kogut.
O prefeito Sergio Onofre (PSC) reiterou que a elaboração do plano está contida na sua política de priorizar ações para melhorar a segurança pública na cidade. “Queremos dar a sensação de segurança à população. A Segurança Pública é prioridade em Arapongas, que precisa voltar a ser uma cidade segura. Esse plano abrange tudo o que se faz necessário para combater a criminalidade, desde colocar o policiamento na rua até trabalhar com as crianças e jovens, para que eles não se transformem em problema social no futuro”.
O deputado estadual Pedro Lupion (DEM), vice-presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (Alep), também esteve no evento. “É louvável a atitude da administração em desenvolver esse plano. Através da integração, é possível dar uma resposta rápida contra a criminalidade”, disse.
Finalizando a cerimônia, o prefeito entregou ao presidente da Câmara o Projeto de Lei que dispõe sobre o Plano Municipal de Segurança, que deverá ser levado para apreciação do plenário nas próximas sessões. O projeto de lei define que o plano deve ser desenvolvido anualmente, se transformando em política municipal, e não apenas da administração atual.
Também participaram do evento a promotora de Justiça Leda Barbosa Lorejan; o delegado da 22ª SDP de Arapongas, Reginaldo Caetano; o major Sandro Alberto Segovia, comandante da PM de Arapongas; o presidente da subseção local da OAB, Fábio Viana Barros; o presidente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) de Arapongas, Edwayne Arduin; os prefeitos de Pitangueiras, Antonio Edson Kolachinski (PSDB), e de Sabáudia, Edson Hugo Manueira (PSD); além de vereadores de Arapongas.
Forças policiais planejam ações integradas
As forças policiais de Arapongas e região elogiaram a medida da administração pública. O coronel Marcos Antonio Wosny Borba, comandante do 2º Comando Regional de Polícia Militar de Londrina, representou o comandante-geral da Policia Militar do Paraná, coronel Maurício Tortato, e destacou a relevância da iniciativa de Arapongas. “Esse plano deveria ser básico nas administrações. Geralmente, só nos preocupamos com as consequências dos crimes, e não com as causas. Com certeza o documento trará uma outra dinâmica no combate à criminalidade e deverá ser exemplo para outros municípios e um aliado imprescindível das forças de segurança”, comentou o militar.
O delegado chefe da 22ª Subdivisão Policial (SDP) de Arapongas, Marcos Fernando da Silva, se colocou à disposição para o bom andamento do plano, destacando algumas ações previstas pela Polícia Civil. “O Grupo de Diligências Especiais vai ser muito importante para atender e dar apoio aos municípios da região da 22ª SDP. Nos próximos meses, também implantaremos uma agência de inteligência. Hoje, para efetuarmos ‘grampos’ telefônicos, dependemos de Curitiba. Também estamos pleiteando a criação efetiva da Delegacia da Mulher. Crimes contra a mulher correspondem a cerca de 70% do total de atendimentos”, disse