A cidade de Apucarana tem a partir de agora o Plano Local de Habitação de Interesse Social (PLHIS). O documento, que traça um diagnóstico do setor de forma a nortear áreas de expansão, apontando locais e unidades que necessitam de regularização fundiária ou de titularidade, foi entregue ontem ao prefeito Júnior da Femac ontem em ato no gabinete municipal, pela empresa londrinense S. Medeiros & Morais Ltda ME (Megaquality Consultoria). Contratada em maio do ano passado através de licitação, além da elaboração do plano, a empresa foi responsável pela capacitação institucional de membros do Conselho Municipal de Habitação de Interesse Social (CMHIS), para gestão futura do estudo junto com a administração municipal.
“Este plano é mais um legado da gestão Beto Preto para Apucarana. Um material técnico relevante, que vai contribuir sobremaneira para a cidade avançar com planejamento e legalidade na questão habitacional”, assinalou o prefeito Júnior da Femac, salientando que o PLHIS é uma exigência legal imposta pelo Governo Federal para que o município possa acessar recursos junto ao Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS) e, consequentemente, para a contratação de novos empreendimentos habitacionais de interesse social. Segundo o estudo, Apucarana tem atualmente 4.046 famílias, com renda de até três salários-mínimos, a espera de uma habitação popular
De acordo com o prefeito, mesmo sem o estudo, a administração já tem atuado com responsabilidade junto ao setor.
“Temos moradias para entregar, como é o caso do Núcleo Fariz Gebrim, e também trabalhamos na regularização fundiária de locais como o Jardim Novo Horizonte e Jardim Curitiba. Agora, podemos ir mais longe, com o PLHIS oferecendo ações estratégicas atualizadas para o enfrentamento dos principais problemas do setor, especialmente no que se refere à habitação de interesse social, promovendo acesso à moradia digna a quem mais precisa”, disse o prefeito, lembrando que o plano necessita ser atualizado a cada cinco anos.
O gerente-geral da Megaquality Consultoria, Reynald Magri, relatou que para a elaboração do plano foram nove meses de trabalho, com atividades de sensibilização e mobilização comunitária como reuniões para discussões temáticas, capacitações, oficinas, audiências públicas, grupos de trabalho, além de pesquisas e um extenso trabalho de campo que abrangeu 50 localidades de Apucarana.