A Polícia Militar de Ivaiporã apreendeu ontem uma carga com 400 caixas de cigarros contrabandeados A carga, avaliada em R$ 200 mil, estava sendo transportada em comboi por três veículos. Duas pessoas foram presas e encaminhadas a sede da Polícia Federal.
O contrabando estava em um caminhão furgão Volkswagen, com placas de Paiçandu, uma van de Cianorte, e uma Kombi que tinha placas de São Paulo (SP) Também foi apreendido um Astra com placas Santa Cruz do Monte Castelo cuja função, segundo suspeita a PM, era fazer o serviço de batedor. Cada caixa apreendida contêm 50 pacotes de 10 maços cada.
Conforme major Laércio Sagati, comandante da 6ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) a apreensão ocorreu por volta das 12 horas, em uma chácara a aproximadamente 500 metros da rodovia de acesso secundário de Ivaiporã.
Segundo ele, os policiais chegaram até o local através de denúncia anônima. “A central de operações (190) recebeu a ligação de uma pessoa dizendo que havia uma movimentação estranha com vários veículos no local e teria também, visto uma pessoa carregando uma caixa”, relata.
Durante a abordagem, dois envolvidos acataram a ordem policial e um terceiro fugiu correndo em meio de uma plantação de limão. “Como houve o flagrante não houve como eximirem a responsabilidade. Um deles alegou que estavam no local em razão do furgão ter quebrado”, comenta.
Segundo a PM, a proprietária da chácara alegou que não tinha ciência da permanência dos detidos no local. “Ela teve notícias do que estava acontecendo através de vizinhos que ligaram para ela. Inclusive, apresentou uma cópia de locação da chácara para uma terceira pessoa. Vamos agora fazer o procedimentos, e entrar em contado com a Polícia Federal para dar continuidade ao processo”, completa Sagati.
NÚMEROS
O contrabando de cigarros vêm avançando nos últimos anos. No ano passado, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 21,6 milhões de carteiras de cigarro. Só na região da 7ª Delegacia da PRF, que fica em Londrina, foram quase 3 milhões de maços apreendidos.
O volume apreendido no ano passado foi 71,4% superior ao de 2016, quando 12,6 milhões de carteiras foram apreendidas.