CIDADES

min de leitura - #

PM encontra bebê que ajudou a salvar

Vanuza Borges

| Edição de 20 de maio de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

A rotina do policial militar João Batista de Souza, de 39 anos, foi interrompida por um pedido de socorro de uma mãe desesperada na última quarta-feira. Do outro lado do telefone, Viviane Pereira de Souza não sabia o que fazer para desengasgar a pequena Sarah Emanuelly, de apenas nove dias de vida. “Primeiramente tentei passar tranquilidade para a mãe e, na sequência, como deveria proceder para desengasgar a criança. Em menos de 15 segundos, já ouvi a criança chorando. Foi um alívio”, recorda. Ontem, o policial militar teve o prazer de conhecer pessoalmente Sarah e sua família. “É muito gratificante saber que ficou tudo bem”, diz.

Imagem ilustrativa da imagem PM encontra bebê que ajudou a salvar

O policial, que teve a atitude reconhecida formalmente pelo 10º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Apucarana, revela que a bebê engasgou minutos depois da amamentação. Em casos assim, o mais indicado, segundo Batista, é posicionar o bebê de bruços sobre o braço, inclinado levemente para baixo, apoiando a cabeça com a mão. Depois, devem ser dados cinco tapas nas costas, para expulsar o corpo estranho das vias aéreas do bebê, que pode tanto ser líquido ou comida. Essa manobra é chamada de Heimlich.
O policial militar explica que há alguns meses precisou aplicar a técnica em casa. “A minha filha com apenas 10 dias de vida também se engasgou com o leite e precisei socorrê-la. Apliquei o procedimento e deu certo. Quando atendi a ligação, eu sabia exatamente o que essa mãe estava passando e tentei orientá-la da melhor maneira possível”, comenta. A situação ocorreu em outubro do ano passado, quando Júlia tinha terminado de mamar.
Batista comenta que diariamente a Polícia Militar recebe inúmeros tipos de chamadas, inclusive envolvendo engasgamento. “O 190 é um número muito conhecido e na hora do desespero é o que as pessoas acabam lembrando e ligando”, acredita.
O policial comenta ainda que na casa, além de Viviane, estava o marido dela, Paulo César Cândido Bento, que fez o procedimento conforme eram repassadas as informações para a mãe. “Poder contar com a ajuda de profissionais mais experientes, que sabem o que estão fazendo”, diz Bento.

NO ÔNIBUS
Ontem à tarde, outra situação semelhante foi atendida pelos profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Uma bebê, de 10 meses, engasgou com a própria saliva e precisou de socorro médico. A garotinha estava no colo da mãe dentro de um ônibus, próximo Apae, de Apucarana.
O médico do Samu passou, através do telefone, as orientações para a mãe. A manobra orientada também deu certo. Como o ônibus estava próximo da Apae também foi orientada que descesse e procurasse ajuda na intuição, que conta com profissionais de saúde. Logo depois, a ambulância chegou e encaminhou a criança para a Unidade de Pronto Atendimento.