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Polícia apreende mercadorias e prende empresário por receptação

Cindy Annielli

| Edição de 17 de outubro de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Um empresário, dono de uma loja recém inaugurada na área central de Apucarana, foi preso na manhã de ontem em flagrante por vender mercadorias roubadas. Encaminhado à delegacia, o comerciante também foi multado em R$ 108 mil pela Receita Estadual por irregularidades em seu estabelecimento.

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De acordo com o delegado José Aparecido Jacovós, chefe da 17ª Subdivisão Policial (SDP), o dono do contêiner roubado - com mercadoria avaliada em R$ 100 mil - investigou o crime e descobriu que os produtos estavam sendo vendidos na rede Máximo 12, que também tem lojas em Cianorte e Campo Mourão. Em Apucarana, a polícia constatou que o proprietário estava comercializando as mercadorias sem nota fiscal. 
"Houve crime de receptação por essa rede", disse o delegado sobre o estabelecimento que vende produtos com preço máximo de R$ 12.
Conforme a Polícia Civil, no roubo os bandidos levaram um contêiner com 120 caixas cheias de mercadorias. Os criminosos clonaram o caminhão, documentação e até a Carteira Nacional de Habilitação do motorista, entraram no Porto Seco de Cascavel (terminal terrestre alfandegado) e roubaram as mercadorias fabricadas na China. 
Além da receptação, a polícia também constatou que o empresário não tinha alvará de funcionamento do estabelecimento. "A loja está sonegando impostos. Não está sendo recolhido nenhum centavo de ICMS para Apucarana porque nem alvará tem", revela o delegado que acionou a Receita Estadual. As mercadorias roubadas foram apreendidas. 
Léo Mario, proprietário da loja, reconheceu durante entrevista coletiva, que errou ao vender mercadoria sem nota fiscal. Contudo, afirmou que não sabia sobre a procedência dos produtos. 
"Comprei a mercadoria e o cara me prometeu que ia mandar a nota. Mandei vários e-mails cobrando a nota. Eu não sou marginal, não tenho passagem na polícia. Eu sou inocente não sabia que era roubado. Sei do meu erro por estar vendendo a mercadoria. E sobre o alvará, existe uma grande burocracia para ceder alvará", disse o empresário que foi preso e encaminhado à delegacia.  
Segundo o delegado, o empresário foi enquadrado por receptação qualificada,  crime que não dá direito à fiança. Até o final da tarde de ontem, ele era mantido na carceragem da 17ª SDP.