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Polícia Civil admite ação de quadrilha no Belvedere

Silvia Vilarinho

| Edição de 12 de julho de 2022 | Atualizado em 12 de julho de 2022
Imagem descritiva da notícia Polícia Civil admite ação de quadrilha no Belvedere

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Dois homens, de 70 e 60 anos, foram amarrados durante assalto em um sítio localizado na Estrada da Juruba em Apucarana. O crime aconteceu na madrugada de ontem. Pelos menos três ladrões armados com revólver e facão invadiram a propriedade. Um dos ladrões colocou o facão no pescoço de uma das vítimas. A Polícia Civil acredita que os assaltantes integram a mesma quadrilha que vem agindo no Loteamento Belvedere, localizado na mesma região.

Os bandidos invadiram primeiro a casa do caseiro, de 60 anos, por volta das 3h. Depois, os ladrões foram até a outra casa que fica na propriedade e renderam um idoso de 70 anos. Ambos foram amarrados. Os criminosos fugiram com um Gol Branco, uma moto, uma motosserra, nove porcos, uma sela além de outras ferramentas do sítio. O carro e a moto foram abandonados. Dentro do Gol, foi encontrada uma peruca, que provavelmente foi usada por um dos ladrões. 

Esse é quinto assalto registrado na região em pouco mais de 20 dias. Em todos os casos, três ou quatro homens invadem as propriedades e são agressivos com as vítimas.

Ontem, moradores do Loteamento Belvedere participaram de uma reunião com o delegado-chefe da 17ª Subdivisão Policial, Marcus Felipe da Rocha Rodrigues, para reivindicar providências.

“Investigações já são feitas. Estamos tentando identificar os autores desses crimes. Não é a primeira vez que Apucarana passa por esse tipo de situação. Há alguns anos, uma quadrilha especializada em roubo rural foi presa”, diz o delegado, acrescentando que vai intensificar as investigações, trocando informações com a Guarda Civil Municipal (GCM) e com a Polícia Militar (PM). “Ouvindo as vítimas, o que indica é que são os mesmos autores que cometeram os assaltos”, ressalta. 

O morador Flávio Santos, que foi vítima de um assalto, explica que a intenção é trazer melhorias básicas de segurança para a região em que vive. “Isso engloba melhor iluminação pública, além de mais rondas e segurança no bairro. Fomos rendidos e agredidos dentro de nossas próprias casas. Conforme a noite vai chegando, o medo começa aparecer também”, explica. (FERNANDA NEME E SILVIA VILARINHO)